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Costa diz que paralisação do Túnel do Marão tornou obra mais cara

Costa diz que paralisação do Túnel do Marão tornou obra mais cara

O secretário-geral do PS afirmou hoje que a paragem da construção do Túnel do Marão, em 2011, contribuiu para a recessão económica, aumentou o desemprego e a sinistralidade e vai agora, que foi retomada, sair mais cara.

António Costa subiu à serra do Marão, à entrada do lado de Amarante do túnel rodoviário, inserido na autoestrada que vai ligar a Vila Real, para denunciar um dos "sete pecados capitais" do Governo PSD/CDS.

"Escolhi esta obra porque é uma obra exemplar, daquelas que ninguém questiona a sua importância para reforçar a coesão territorial e para diminuir a sinistralidade, e onde a paralisação é um bom exemplo de como saiu muito caro ao Estado e ao conjunto da sociedade", afirmou aos jornalistas.

A construção da Autoestrada do Marão parou em toda a extensão em junho de 2011, logo após a tomada de posse do Governo de coligação, tendo sido retomada apenas no verão do ano passado.

António Costa salientou que a paralisação provocou "desde logo 1400 despedimentos", adiou por quatro anos a conclusão de uma obra "essencial para reforçar a coesão territorial" e, "ao fim disto tudo, o Estado tem que fazer um novo contrato, onde teve um acréscimo de 25% nos custos".

"Isto custa mais 30 milhões de euros e com condições de financiamento muito mais desfavoráveis do que as que estavam em vigor à data em que a obra foi paralisada", reforçou.

E, na sua opinião, este é um bom exemplo de que parar "o investimento não ajudou o país a desenvolver-se, não ajudou à consolidação das finanças públicas, pelo contrário, quebrou a economia" e agora vai ficar "mais caro do que se a obra tivesse tido continuidade".

António Costa foi recebido numa das bocas do túnel rodoviário por António Ramalho, presidente da nova empresa Infraestruturas de Portugal, que uniu a Estradas de Portugal à Refer.

Questionado pelos jornalistas, António Ramalho divergiu da opinião do líder socialista e garantiu que, fazer "a obra por empreitada direta é muito mais barato do que fazê-la em Parceria Público Privada (PPP) como estava previsto". 

"Estavam previstos custos para esta obra em PPP de 1.300 milhões de euros. E esta obra vai ser concluída por menos de 400 milhões de euros, mesmo já com custos de manutenção. Nem é um assunto discutível, é um valor muitíssimo mais reduzido do que a PPP que foi rescindida", salientou o responsável pela Infraestruturas de Portugal.

Dois anos após a paralisação da Autoestrada do Marão, o Estado resgatou a concessão e lançou três concursos públicos, separando a sua construção em três empreitadas.

Esta via vai ligar a A4 (Porto/Amarante) à Autoestrada Transmontana (Vila Real/ Bragança) a partir de 2016.

Desde o início da empreitada, no verão de 2009, as obras foram suspensas três vezes, sendo que, da primeira vez, o foram apenas na escavação do túnel e por causa de duas providências cautelares interpostas pela empresa Água do Marão.

 

Lusa

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