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Defeito no airbag obriga Honda a chamar às oficinas 4 mil carros em Portugal

A Honda vai chamar às oficinas cerca de 4 mil carros em Portugal, inserido na campanha mundial de 4,5 milhões de veículos devido a defeitos no sistema de airbag, que já afetou marcas como a Toyota, Mazda e Nissan. 

© Reuters Photographer / Reuter

Fonte oficial da marca japonesa em Portugal confirmou que este "é o quinto 'recall' feito pela Honda após a descoberta do defeito do fornecedor de 'airbags' Takata", acrescentando que este tipo de ações "deve ser valorizado porque demonstra a preocupação da marca para com os seus clientes".

Para a mesma fonte esta chamada às oficinas "é apenas uma medida de prevenção" e que vai afetar cerca de 140 mil veículos em toda a Europa.

A decisão eleva para 24,5 milhões o total de veículos que a empresa já chamou à revisão, depois de os 'airbags' defeituosos terem estado ligados à morte de oito pessoas, principalmente nos Estados Unidos.

O defeito pode levar o mecanismo de airbag a explodir, projetando estilhaços metálicos na direção do condutor e do passageiro.

"Tal como outros fabricantes, estamos a investigar os veículos no mercado relacionados com esta questão e descobrimos que alguns airbags têm uma densidade de gás desequilibrada, que receamos que possa causar dano", afirmou o porta-voz do grupo Honda à AFP.

"É uma medida preventiva e, ao contrário de outras chamadas às oficinas, não vamos aguardar pelos resultados finais da investigação", acrescentou.

Segundo a AFP, a mais recente vítima confirmada foi uma mulher em Los Angeles, que morreu no ano passado após o 'airbag' com defeito num Honda Civic de 2001 ter rebentado, disparando fragmentos de metal para a condutora.

Em junho, a Honda reviu em baixo os seus lucros anuais em 14%, apontando como principal problema as chamadas às oficinas em todo o mundo devido aos 'airbags' defeituosos do fornecedor japonês Takata.

Os seus maiores rivais no Japão, a Toyota e a Nissan, também anunciaram no mês passado a chamada às oficinas de vários modelos a nível global.

A Takata tem estado sob fogo por causa desta crise, uma vez que enfrenta ações judiciais e os reguladores acusam a empresa japonesa de saber do problema e ter escondido os perigos.

Kevin Kennedy, vice-presidente executivo da Takata nos Estados Unidos, disse recentemente às autoridades que a empresa - uma dos maiores fornecedores de 'airbags' em todo o mundo - ainda está a investigar a principal causa das explosões mortais.

Cerca de dez construtores mundiais, incluindo a General Motors e BMW, estão também a chamar cerca de 34 milhões de carros às oficinas nos Estados Unidos para substituir os 'airbags'.

Lusa

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