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CP Carga vai recorrer da decisão da Autoridade da Concorrência

A CP Carga anunciou esta sexta-feira que vai recorrer junto do Tribunal da Concorrência e Regulação da decisão da Autoridade da Concorrência que condenou a empresa ao pagamento de uma multa de 100 mil euros por prestação de informações falsas.

Trata-se da segunda decisão da Concorrência, em 2015, de imposição de coima por prestação de informações falsas, inexatas ou incompletas, nos termos da Lei da Concorrência. (Arquivo)

Trata-se da segunda decisão da Concorrência, em 2015, de imposição de coima por prestação de informações falsas, inexatas ou incompletas, nos termos da Lei da Concorrência. (Arquivo)

© Paul Hanna / Reuters

"No âmbito do presente processo, a CP Carga afirma categoricamente, e sem prejuízo pelo devido respeito pela decisão condenatória proferida pela Autoridade da Concorrência (AdC), que tal decisão carece em absoluto de fundamento, razão pela qual a CP Carga já mandatou os seus advogados para interpor o competente recurso junto do Tribunal da Concorrência e Regulação", refere a empresa em comunicado.

Em causa está a aplicação, pela AdC, de uma multa de 100 mil euros à CP Carga por prestação de informações falsas, no âmbito de um processo por alegado abuso de posição dominante no transporte ferroviário de mercadorias em contentores.

Trata-se da segunda decisão da Concorrência, em 2015, de imposição de coima por prestação de informações falsas, inexatas ou incompletas, nos termos da Lei da Concorrência.

O processo por prestação de informações falsas, inexatas ou incompletas contra a CP Carga por alegado abuso de posição dominante no transporte ferroviário de mercadorias em contentores foi aberto em novembro de 2014, tendo culminado com uma decisão final sancionatória após ter sido dada à arguida a oportunidade de exercer o seu direito de audição e defesa.

A CP Carga refere que "a infração imputada [à CP Carga] surge no âmbito de um outro processo, por alegada posição dominante no transporte ferroviário, que foi objeto de arquivamento pela AdC, por se ter demonstrado que, ao contrário do invocado pela denunciante, Takargo, em momento algum a CP Carga praticou preços predatórios".

"A CP CARGA está convicta de que também este processo culminará numa decisão em que a justiça prevalecerá, sendo que tudo fará para que seja garantida a preservação do bom nome da empresa e de quem nela trabalha", salienta.

Lusa

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