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Estagiários integrados no mercado de trabalho diminuíram em 2014

O número de trabalhadores que foram integrados no mercado de trabalho após um estágio profissional do IEFP caiu de 42,4% em 2013 para 33,3% em 2014, segundo um relatório divulgado hoje pelo Tribunal de Contas.

O Governo está disposto a dar um apoio financeiro igual a metade do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), o que corresponde a 219,61 euros, durante quatro meses, aos desempregados que aceitem empregos de curta duração a mais de 100 quilómetros da sua residência. (Arquivo)

O Governo está disposto a dar um apoio financeiro igual a metade do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), o que corresponde a 219,61 euros, durante quatro meses, aos desempregados que aceitem empregos de curta duração a mais de 100 quilómetros da sua residência. (Arquivo)

LUSA

De acordo com o relatório sobre o acompanhamento da execução do Orçamento da Segurança Social, de janeiro a dezembro de 2014, divulgado hoje pelo Tribunal de Contas, as políticas ativas de emprego (como os estágios profissionais) subiram 8,7% no ano passado, "contribuindo assim positivamente para a dinamização do mercado de trabalho, designadamente na parte que respeita à criação de emprego por conta de outrem que apresentou um crescimento de 1,6% em 2014, que compara com uma queda de 2,6% para o conjunto do ano de 2013".

Apesar de o tribunal presidido por Guilherme d'Oliveira Martins destacar "o mérito" destas medidas, aponta "índices de precariedade elevados", bem como a baixa taxa de integração desta população na vida ativa após a finalização do estágio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP): "Em 2013, 42,4% dos estagiários foram integrados no mercado de trabalho após estágio e em 2014 apenas 33,3%", escreve a entidade.

Depois de o primeiro-ministro ter afirmado, numa entrevista à SIC, que entre janeiro de 2013 e abril de 2015 foram criados mais 175.000 postos de trabalho e que a precariedade diminuiu, a oposição e os sindicatos vieram criticar os números apresentados por Passos Coelho.

Para a CGTP, por exemplo, parte do emprego que o Governo afirma ter sido criado desde 2013 "resulta da utilização massiva das chamadas medidas ativas de emprego, como os estágios e os contratos emprego inserção, que o INE contabiliza como emprego mas que não têm associado um contrato de trabalho, sendo na realidade usadas para subsidiar as empresas e colmatar a falta de trabalhadores na Administração Pública".

Lusa