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Trabalhadores da Soares da Costa no Porto exigem pagamento de salários

Cerca de 50 operários da construtora Soares da Costa a trabalhar na ampliação de uma unidade hoteleira na Ribeira do Porto decidiram hoje prosseguir a paralisação laboral por não lhes terem sido pagos os salários em atraso.

"Os trabalhadores vão manter a nova paralisação iniciada na quinta-feira e não vão produzir até que lhes sejam pagos os salários em atraso", disse à agência Lusa o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro.

Reunidos hoje em plenário nos estaleiros da obra, os trabalhadores deslocaram-se de manhã, acompanhados do presidente do Sindicato da Construção de Portugal, até à sede da construtora Soares da Costa no Porto.

"Os trabalhadores exigem o pagamento dos salários em atraso. Além disso, queriam que o presidente executivo da Soares da Costa, Joaquim Fitas, lhes explicasse a pretensão do despedimento coletivo de 275 funcionários, já anunciada pela empresa", salientou o dirigente sindical.

"O presidente executivo, no entanto, não apareceu", lamentou.

O presidente do sindicato referiu ainda que "os trabalhadores estão paralisados, uma vez que a administração prometeu ao sindicato que seriam pagos os dois meses de salários em atraso em Portugal, o que também não aconteceu".

O sindicato esclareceu que a 23 de junho deste ano a Soares da Costa tinha garantido que, "entre 26 e 29 de junho", seriam pagos os salários em atraso aos trabalhadores da empresa em Angola e em Portugal.

"Os trabalhadores já não acreditam nas promessas, pelo que vão manter-se aqui, na unidade hoteleira da Ribeira do Porto, onde estão a decorrer as obras de ampliação", frisou.

Além disso, o sindicato teme que aos 275 funcionários que estão em casa sem trabalho e são alvo de um processo de despedimento coletivo se somem os cerca de 50 trabalhadores que estão "parados" na Ribeira do Porto.

"As obras de ampliação da unidade da Ribeira do Porto não vão estar concluídas na data prevista pelo que a inauguração não ocorrerá a 24 de julho", concluiu.

Lusa

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