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Banco público angolano saiu do "vermelho" após recapitalização estatal

A capitalização do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), detido pelo Estado angolano, permitiu à instituição elevar os rácios de solvabilidade dos "negativos" 8,3 por cento para os níveis exigidos pelo banco central, informou a administração.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Mike Hutchings / Reuters

O BDA é o sétimo maior banco angolano, entre mais de duas dezenas a operar no país, e encerrou 2013 com capitais próprios abaixo dos 10% exigidos (rácio de solvabilidade), obrigando o Estado angolano, acionista único, a aumentar o capital social de quatro para 36,1 mil milhões de kwanzas (265 milhões de euros).

De acordo com informação transmitida na segunda-feira pelo presidente do Conselho de Administração do BDA, Manuel Neto Costa, o banco foi alvo de outro aumento de capital social em julho de 2014, o que permitiu fechar as contas desse ano com um rácio de solvabilidade (relação entre os capitais próprios sobre o passivo) de 13,8%.

A Lusa noticiou a 10 de setembro passado que o BDA passaria a contar com um capital superior a 150 mil milhões de kwanzas (1,1 mil milhões de euros), conforme prevê o novo estatuto orgânico que entrou na altura em vigor, no âmbito do plano de reestruturação do banco, responsável por mais de 6% de todo o crédito concedido no país.

O novo capital estatutário seria realizado faseadamente, até 2017, em dinheiro, bens e Obrigações do Tesouro, conforme decisão promulgada então pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Este novo estatuto orgânico define que o BDA tem como atribuições o financiamento de programas, projetos, obras e serviços "inseridos nos Programas de Desenvolvimento Económico e Social de Angola".

Deverá ainda "mobilizar recursos financeiros e outros do setor público e privado, nacional e internacional, destinado a financiar projetos de desenvolvimento económico e social".

Outra das várias atribuições do banco passa por "planear e monitorar a implementação de projetos de investimento integrados em programas de desenvolvimento".

Lusa

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