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Todas as atenções viradas para reabertura da bolsa de Atenas

Todas as atenções vão concentrar-se nos bancos gregos na segunda-feira, dia em que a bolsa de valores de Atenas reabre, após uma ausência de quase um mês devido à crise da dívida grega.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Os bancos enfrentam uma situação de grande vulnerabilidade devido ao levantamento de milhares de milhões de euros de depósitos ao longo dos últimos seis meses.

Cerca de 40 mil milhões de euros foram retirados dos bancos gregos desde dezembro, de acordo com a associação de bancos, e segundo notícias divulgadas hoje, as quatro maiores instituições de crédito - Banco Nacional, Pireu, Alpha e Eurobanco - vão ser sujeitos a uma análise à qualidade do balanço dos seus ativos no final do mês.

Seguem-se testes de 'stress' no outono para determinar as necessidades de recapitalização de cada um dos bancos com recurso aos fundos de resgate europeus.

As autoridades gregas querem concluir a operação antes de os novos regulamentos europeus entrarem em vigor, a 01 de janeiro.

A partir de 2016, os custos de recapitalização dos bancos serão assegurados sobretudo pelos seus acionistas e depositantes, e não pelos contribuintes europeus, um processo conhecido como "bail-in".

A bolsa de Atenas encerrou a 26 de junho, com o principal índice a fixar-se nos 797.52 pontos, poucas horas antes de o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, anunciar um referendo sobre as condições do resgate exigidas pelos credores da Grécia.

No fim de semana, os gregos acorreram em massa às caixas multibanco, levando o governo a impor um controle de capitais, a 29 de junho, bem como o encerramento dos bancos e da bolsa.

O objetivo foi proteger a banca dos levantamentos de depósitos em grande quantidade, à medida que os gregos ficavam cada vez mais preocupados com o futuro económico e financeiro do seu país.

Os bancos reabriram passadas três semanas, a 20 de julho, mas os levantamentos e transferências internacionais de dinheiro continuam sujeitos a um controlo apertado. Os gregos só podem levantar 420 euros por semana.

Lusa

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