sicnot

Perfil

Economia

Novas restrições no acesso à base de dados do Fisco estão a dar problemas

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos denunciou esta segunda-feira problemas informáticos nas repartições de Finanças por ter entrado hoje em vigor a nova política de acesso à base de dados do Fisco e a regularização de dívidas de portagens.

(Arquivo)

(Arquivo)

SIC

Ao início da manhã de hoje, segundo os relatos que chegaram ao presidente do sindicato, Paulo Ralha, "a maioria" das repartições de Finanças registavam problemas no acesso dos trabalhadores à base de dados, criando dificuldades no atendimento dos contribuintes.

"De manhã ninguém conseguia aceder às aplicações informáticas. O sistema não permitia aos trabalhadores o acesso, e não tinham instruções sobre como ultrapassar o problema. A meio da manhã, nalguns serviços foi finalmente descoberta uma maneira de ultrapassar esses constrangimentos", disse à Lusa o sindicalista.

Mas apesar de ultrapassado aquele obstáculo, o sindicato diz que às 12:30 se mantinham ainda vários outros problemas, nomeadamente terem desaparecido conteúdos dentro das aplicações: "As pessoas continuam sem poder trabalhar", disse Paulo Ralha.

As novas restrições à base de dados acontecem depois de a Comissão Nacional de Proteção de Dados ter concluído que não haver controlo sobre a base de dados dos contribuintes porque, além dos 12 mil funcionários do Fisco que a consultavam, existiam ainda mais de duas mil pessoas de fora que acediam aos dados.

Mas as novas restrições entraram em vigor no mesmo dia em que arrancou o regime excecional de regularização de dívidas resultantes do não pagamento de taxas de portagem e coimas associadas, por utilização de infraestrutura rodoviária, o que o sindicato diz ter agravado a confusão que hoje se vive nas repartições de finanças.

"Este Governo revelou incompetência extrema que pôs em risco a vida dos trabalhadores do Fisco nos últimos quatro anos. E agora esta nova política de acesso à base de dados veio agravar a situação, porque mostra que desconfia dos trabalhadores que tanto se tem empenhado em cumprir os seus deveres", afirmou Paulo ralha.

O sindicalista anuncia mesmo ter hoje cortado institucionalmente relações com o Ministério das Finanças.

"Tentámos dialogar nos últimos quatros anos, sem nenhuma resposta, foram quatro anos de silêncio. Há um mês tentámos entrar em contato com o Ministério das Finanças e voltámos a não ter resposta. É altura de dizer basta e que não estamos disponíveis para continuar à espera", disse o presidente do sindicato.

A Lusa contatou o Ministério das Finanças, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

Lusa

  • Fisco obriga funcionários a justificar acesso a dados dos contribuintes
    1:44

    Economia

    Os funcionários do Fisco vão ter regras mais apertadas já a partir da próxima segunda-feira. Entra em vigor um novo mecanismo informático que obriga os trabalhadores a justificarem a razão da consulta dos dados dos contribuintes. Um novo plano de segurança para evitar acessos indevidos aos dados fiscais depois da polémica sobre a lista VIP.

  • "Só numa ditadura é possível tentar esconder o número de vítimas"
    0:51

    Tragédia em Pedrógão Grande

    O primeiro-ministro diz que é "lamentável" a tentativa de aproveitamento político à volta dos incêndios. António Costa esteve esta quarta-feira à tarde na Autoridade Nacional de Proteção Civil e, no final do briefing, disse que é preciso confiança nas instituições do Estado. O primeiro-ministro deixou ainda muitas críticas à oposição no caso da lista de vítimas de Pedrógão Grande.

  • E os 10 mais ricos de Portugal são...

    Economia

    A família Amorim lidera a lista dos mais ricos do país, com uma fortuna avaliada em 3840 milhões de euros. Em segundo lugar surge Alexandre Soares dos Santos com 2532 milhões de euros. A família Guimarães de Mello ainda entra para o top 3, com um valor de 1471 milhões de euros. A lista foi elaborada pela revista EXAME, que conclui que os ricos estão ainda mais ricos, pela quarta vez consecutiva.

    Bárbara Ferreira

  • "Estou grávida! Estou a morrer!"
    1:14

    Crise Migratória na Europa

    Mais de 160 pessoas foram resgatadas de uma embarcação de borracha que estava à deriva junto à zona costeira da Líbia. As imagens do resgate são de aflição, lágrimas e gritos. "Estou grávida! Estou a morrer!", disse uma das mulheres que conseguiu salvar-se. Foram ainda encontrados 13 cadáveres no fundo do barco, entre eles mães e mulheres grávidas. As imagens podem chocar as pessoas mais sensíveis.

  • Mulher vive sozinha numa ilha há 40 anos

    Mundo

    Zoe Lucas é a única pessoa a viver numa ilha canadiana, no norte do Atlântico. Nas últimas quatro décadas, a mulher de 67 tem partilhado a ilha Sable com cerca de 400 cavalos selvagens e 350 espécies de pássaros.