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Atividade do setor imobiliário em Portugal caiu 54% em 2014

O número de fogos concluídos em construções novas em 2014 em Portugal situou-se abaixo dos 9.500, o que representa um decréscimo de 54% face a 2013, indica um estudo da Informa D&B hoje divulgado.

De acordo com o estudo 'Setores Portugal "Sociedades Imobiliárias"', a queda verificada em 2014 representa um decréscimo de 92% face ao número máximo de fogos concluídos em construções novas em 2012.

O excesso de oferta no mercado residencial e a reduzida procura, em consequência do elevado endividamento das famílias e da taxa de desemprego, serão duas das razões que continuam a limitar a evolução da atividade no mercado imobiliário português, indica o estudo.

No que respeita aos fogos licenciados em construções novas para habitação, é de salientar que também este número diminuiu no ano passado: em 2014, registaram-se cerca de 6.800 fogos licenciados, uma queda de 8% face ao ano anterior.

Quanto às taxas de ocupação, o estudo assinala uma recuperação no mercado não residencial, permitindo a estabilização das rendas de arrendamento.

Numa análise realizada à estrutura da oferta, existiam mais de 16.200 empresas dedicadas à compra e venda de bens imobiliários em 2013, sendo que 37% se concentravam na zona de Lisboa e 34% na zona Norte de Portugal.

Já o número de sociedades com atividade de arrendamento de bens imobiliários atingiu perto de 2.800, sendo que as zonas de Lisboa e Norte contêm 39% e 29% do total de empresas, respetivamente.

Quanto ao volume de emprego gerado pelo setor, este tem mantido uma tendência de decréscimo nos últimos anos: em 2013 havia 27.800 trabalhadores, enquanto em 2008 se contavam 33.100.

Lusa

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