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Sindicatos e autarcas discutem consequências do fim da pesca à sardinha

Os sindicatos de pesca e alguns autarcas do litoral centro debatem este sábado as consequências da proibição da pesca da sardinha. Os pescadores pedem um aumento da quota de 15%, mas o Ministério da Agricultura recusa aumentar a quantidade de sardinha que pode ser pescada. Atingido o limite definido para este ano, a pesca da sardinha termina hoje às 12:00

Arquivo Reuters

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© Nacho Doce / Reuters

A Câmara de Peniche solicitou entretanto também à ministra da Agricultura do Mar, Assunção Cristas, que anule o despacho que interdita a captura de sardinha a partir do dia 22 e que autorize um aumento da quota em 15%.

A não ser tomada esta medida, bem como a anulação do despacho, "vai ser interrompida a possibilidade de captura de sardinha no período em que esta espécie é altamente valorizada, não existindo espécies alternativas economicamente viáveis para a atividade das embarcações da pesca de cerco", o que se traduzirá em problemas económicos para o setor, acrescenta.

Já em termos sociais, alerta, "nada está anunciado nem preparado com um mínimo de solidez para poder responder aos graves problemas que a proibição da captura e a possível imobilização das embarcações irão provocar em termos de rendimento das empresas de pesca e das respetivas tripulações".

A câmara entende que o rigor associado à execução do Plano de Ação da Pesca da Sardinha "deve estar sempre acompanhado pela indispensável flexibilidade, que, não pondo em causa os principais objetivos", assegure "um clima de equilíbrio e de tranquilidade em todas as comunidades piscatórias associadas à pesca da sardinha".

PCP quer medidas excecionais

Ontem à noite, o secretário-geral do PCP reclamou do Governo medidas excecionais que permitam prolongar o período legal de pesca da sardinha. Num comício em Esmoriz, no concelho de Ovar, Jerónimo de Sousa afirmou: "A não existir qualquer alteração, amanhã [sábado] terminará o período da captura da sardinha no país, com as dramáticas consequências que tal situação irá impor a mais de 2.000 pescadores e a cerca de 150 embarcações".

Defendendo que essa é uma "expressão concreta da política de abandono da produção nacional", o líder dos comunistas recordou que, "das mais de 50.000 toneladas que eram capturadas há não muitos anos atrás, atualmente Portugal está limitado a pescar pouco mais de 31.000, sendo que, só para a indústria conserveira, seriam necessárias mais de 30.000".

Dada essa evolução, Jerónimo de Sousa reclamou: "No imediato, e dada a situação de urgência que está criada, o PCP exige do Governo medidas excecionais que alarguem quer o período quer a quantidade capturada, possibilitando aos nossos pescadores a sua ida ao mar".

O secretário-geral do PCP insiste que o Estado tem que proceder a uma real monitorização do 'stock' das espécies pescadas em águas portuguesas, mas reconheceu que, também "fruto da política de abandono das estruturas políticas públicas, o país não tem hoje essa capacidade".

Para Jerónimo de Sousa, o reforço desses mecanismos de controlo beneficiaria o setor da pesca, criando emprego e diminuindo a dependência nacional em relação ao fornecimento externo.

"São medidas urgentes que requerem ainda a fixação de outros critérios e apoios que compensem os longos períodos de paragem que levam muitos homens do mar a uma situação de grandes dificuldades e miséria", declarou o líder comunista, realçando "a enorme hipocrisia dos membros do Governo e até do Presidente da República" nesta matéria.

"Ao mesmo tempo que andam aí em grandes ações de propaganda, falando da economia do mar ou da economia azul, nada fazem para defender este setor produtivo", concluiu.

Com Lusa

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