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BE apoia providência cautelar contra ajuste direto da STCP e Metro do Porto

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, anunciou hoje que o partido vai apoiar a apresentação de uma providência cautelar contra o processo de ajuste direto para a subconcessão da STCP e da Metro do Porto.

Lusa

"O BE foi contactado por várias pessoas preocupadas da zona do Porto, ativistas, utentes dos transportes, trabalhadores com esta situação, e já disponibilizou todos os meios para apoiar também, do ponto de vista legal, nomeadamente através de uma providência cautelar", disse.

Para Catarina Martins, que falava aos jornalistas em Campo Maior, à margem de uma visita às Festas do Povo, o processo de subconcessão da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e da Metro do Porto tem que ser "travado".

"Um concurso público é necessário até para um bar de praia. O Governo quer, sem concurso público, por ajuste direto, entregar uma empresa que garante os transportes coletivos em toda a área do grande Porto e, para além de ser opaco, é um verdadeiro assalto ao país e tem que ser travado", disse.

A porta-voz do Bloco de Esquerda acusou ainda o Governo de promover "negócios de última hora", afirmando que criarão "problemas maiores" no futuro.

"Não podemos ter o nosso país a ser despedaçado, com estes negócios de última hora, opacos, verdadeiras negociatas que o Governo faz em final de mandato e que criarão só problemas maiores de futuro", disse.

O presidente da Câmara do Porto manifestou-se também hoje "frontalmente contra" o processo de ajuste direto para a subconcessão da STCP e da Metro por "não estarem a ser defendidos os interesses dos utentes e do município".

"Os processos de subconcessão da STCP e da Metro foram mal lançados e foram mal conduzidos. À luz do que agora foi divulgado, e se nada for feito, serão ainda pior concluídos", disse Rui Moreira.

O autarca independente, que falava em conferência de imprensa, admitiu, contudo, que o Governo tem legitimidade política para tomar a decisão e sublinhou que, judicialmente, os autarcas nada podem fazer para travar o processo.

Em causa está o novo lançamento do concurso de subconcessão da STCP e do Metro do Porto, que permitirá uma poupança estimada pelo Governo em 120 milhões de euros para os próximos dez anos, no conjunto das duas empresas.

Lusa

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