sicnot

Perfil

Economia

Multibanco lançado há 30 anos para simplificar vida dos portugueses

Trinta anos depois de ter sido criado, o Multibanco continua a cumprir o objetivo de simplificar a vida aos portugueses e às empresas, através de serviços como o carregamento de telemóveis e até emissão de licenças de caça.

Segundo a SIBS, existem cerca de 13 mil caixas de Multibanco e mais de 19 milhões de cartões em circulação, estando disponíveis mais de 60 funcionalidades. (Arquivo)

Segundo a SIBS, existem cerca de 13 mil caixas de Multibanco e mais de 19 milhões de cartões em circulação, estando disponíveis mais de 60 funcionalidades. (Arquivo)

SIC

Em entrevista à agência Lusa a propósito dos 30 anos do Multibanco, que se assinalam na quarta-feira, o 'chairman' (presidente do Conselho de Administração) do Grupo SIBS, Vítor Bento, salientou a importância destes equipamentos que "já fazem parte da vida dos portugueses".

"As coisas só se avaliam pelos resultados. Teve de passar algum tempo para fazermos uma análise maior. Olhando para trás e para a atualidade conseguimos perceber que seria inimaginável as pessoas levantarem dinheiro apenas aos balcões dos bancos onde possuíam conta e ter de estar em longas filas. Parece a pré-história", contou.

A rede de caixas de Multibanco (MB), o primeiro projeto da SIBS, foi lançada em 1985 com a instalação de nove equipamentos em Lisboa e no Porto, que permitiam fazer levantamentos, consultas (saldos e movimentos) e alteração de PIN (código), de acordo com dados disponibilizados pela SIBS à agência Lusa.

Em Lisboa, o primeiro multibanco foi instalado no Banco Nacional Ultramarino (BNU) do Rossio e no Porto no Banco Borges e Irmão (BBI) na Rua Bonjardim.

Hoje, segundo a SIBS, existem cerca de 13.000 caixas de Multibanco e mais de 19 milhões de cartões em circulação, estando disponíveis mais de 60 funcionalidades.

Entre estas funcionalidades contam-se serviços que vão do pagamento das faturas da água, da luz ou o gás, carregamento de telemóveis e pagamento de portagens, transferência de dinheiro, os pagamentos ao Estado, a compra de bilhetes para transportes e espetáculos e a emissão de licenças de pesca e até fazer donativos.

"Os dados mostram bem a facilidade da vida de hoje e a dinâmica de desenvolvimento que a SIBS introduziu. Enquanto nos outros países foi feito banco a banco, em Portugal foi feito de forma cooperativa, o que permitiu alavancar um conjunto de funcionalidades que de outra forma não seria possível", explicou.

Também a presidente executiva do Grupo SIBS, Madalena Cascais Tomé, destacou em declarações à Lusa a importância do MB em Portugal.

"O serviço MB é único no mundo. Os portugueses são os únicos que podem usar qualquer cartão em qualquer lugar, a qualquer hora. É algo que não acontece noutros países. Por isso, cumpre a sua missão de proporcionar eficiência e ajudar os portugueses a libertarem o seu tempo para o que é mais importante", disse.

Quanto ao futuro, Madalena Cascais Tomé salientou que a missão da SIBS é continuar, se possível por mais 30 anos, a proporcionar os mais modernos e seguros serviços de pagamentos.

A responsável adiantou ainda que a SIBS está neste momento a lançar o serviço MB WAY, de transposição do MB para o telemóvel, que permite fazer compras e transferências imediatas.

Lusa

  • Como não perder Barack e Michelle Obama nas redes sociais

    Mundo

    Sair da Casa Branca implica mais que reunir objetos físicos: é preciso guardar também os tweets, os posts e todo o conteúdo digital produzido nos últimos oito anos pelo Presidente dos EUA e pela primeira-dama. A equipa de Barack Obama já preparou tudo para que nada se perca do seu legado digital.

  • Portugueses querem contratar Obama

    Mundo

    Contratar Barack Obama. Pode parecer uma tarefa impossível, mas para a startup portuguesa Swonkie a única resposta a este desafio é "Yes We Can", mote da campanha presidencial de Obama de há nove anos.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.