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Protestos nos transportes de Lisboa em setembro

Os trabalhadores dos transportes públicos que servem a área da Grande Lisboa vão encetar várias ações de luta no mês de setembro, exigindo a atualização salarial e contra a concessão da Carris e do Metro, disse hoje fonte sindical.

(Arquivo)

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"Temos luta na Transtejo (que assegura a ligação fluvial entre Cacilhas e o Cais do Sodré) a 7 e 8 de setembro, três horas por turno. Na Soflusa (que faz a ligação fluvial entre o Barreiro e o Terreiro do Paço) também estava prevista uma greve nesses dias, mas será alterada para 14 e 15. Há também greve na Carristur no dia 12 e, no dia 15, um debate no Metropolitano com os partidos políticos concorrentes às eleições sobre o futuro da empresa", disse à Lusa José Manuel Oliveira, coordenador na Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

O sindicalista falava no final de um plenário de dirigentes e delegados sindicais da Carris, Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa, que decorreu esta manhã, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, José Manuel Oliveira recordou que "desde 2009 não são aumentados os salários e, recentemente, os diretores de primeira linha foram aumentados 2.500 euros por mês".

Presente no plenário, o secretário-geral da CGTP-In, Arménio Carlos, disse que a reunião serviu para se delinear "uma estratégia de intervenção que passa necessariamente por uma grande auscultação que, no mês de setembro, vai ser feita aos trabalhadores dos transportes".

"Vamos registar os seus anseios e as suas necessidades, mas também assumir compromissos para um conjunto de propostas, nomeadamente na área salarial, considerando que são trabalhadores que desde 2009 não têm qualquer atualização salarial e, por outro lado, têm sido confrontados com redução de direitos", acrescentou.

Além do aumento de salários, Arménio Carlos defendeu também a extinção da sobretaxa de IRS e o alargamento de escalões deste imposto, a par do aumento da dedução à coleta no que respeita às despesas com a saúde, educação e habitação, como formas de combater as desigualdades.

Referindo-se ao processo de concessão das empresas públicas de transporte Carris, Metropolitano de Lisboa, SCTP e Metro do Porto, o secretário-geral da CGTP-In congratulou-se por nenhum ter sido ainda concluído, afirmando que é "um sinal de que valeu a pena lutar".

"Ao longo destes quatro anos, a resistência dos trabalhadores e o apoio das populações foram determinantes para que nenhum dos processos estivesse completamente encerrado", frisou.

O sindicalista defendeu, ainda, que "não é a mesma coisa ser uma empresa pública de transportes a prestar um serviço de caráter social à população ou uma empresa de transporte privado a prestar esse mesmo serviço", porque "deixa de ser social para passar a ser um serviço que tem de dar lucro".

Lusa

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