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Exportações aumentam 6% e importações 3,8% de maio a julho

As exportações aumentaram 6,0% e as importações 3,8% no trimestre terminado em julho de 2015 face a igual período do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de estatística (INE).

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Segundo o INE, em termos das variações homólogas mensais em julho as exportações de bens aumentaram 5,6% e as importações de bens diminuíram 1,1% face ao mês homólogo (+8,9% e +6,5% em junho de 2015, respetivamente).

Considerando o trimestre terminado em julho de 2015, o défice da balança comercial diminuiu 175,4 milhões de euros, para -2.597,1 milhões de euros, e a taxa de cobertura situou-se em 83,9%, mais 1,7 pontos percentuais (p.p.) que no período homólogo.

No que se refere às variações homólogas mensais, o INE atribui o aumento de 5,6% das exportações em julho sobretudo ao comércio intra-UE (traduzindo o acréscimo verificado na quase totalidade dos grupos de produtos, em especial nas máquinas e aparelhos, produtos agrícolas e plásticos e borrachas).

Já as importações diminuíram 1,1%, em resultado da evolução do comércio extra-UE (essencialmente devido aos combustíveis minerais), dado que as importações intra-UE aumentaram.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em julho de 2015 as exportações aumentaram 5,7% e as importações 5,5% (respetivamente +10,9% e +14,5% em junho de 2015).

No que se refere às variações face ao mês anterior, em julho de 2015 as exportações aumentaram 3,6%, principalmente em resultado da evolução do comércio intra-UE (sobretudo no calçado e vestuário).

Nas importações a taxa de variação foi nula, já que o aumento das importações extra-UE compensou o decréscimo registado no comércio intra-UE.

Analisando apenas o comércio intracomunitário, no trimestre terminado em julho de 2015 as exportações aumentaram 7,4% e as importações 7,7%, face ao período homólogo, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 80,9% e um défice de 2.315,9 milhões de euros.

Em julho de 2015, a variação homóloga das exportações intra-UE atingiu +6,6% (+9,4% no mês anterior), devido ao aumento generalizado de quase todos os grupos de produtos, enquanto as importações intra-UE aumentaram 3,9% (+14,5% no mês anterior), refletindo sobretudo a evolução dos veículos e outro material de transporte.

Em relação a junho de 2015, as exportações intra-UE aumentaram 3,8% e as importações intra-UE diminuíram 0,5%.

No que se refere ao comércio extracomunitário, no trimestre terminado em julho de 2015 as exportações aumentaram 2,5% e as importações diminuíram 6,4%, em termos homólogos, o que resultou num défice de 281,3 milhões de euros e numa taxa de cobertura de 93,0%.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações extra-UE aumentaram 3,2% e as importações aumentaram 8,2%, tendo o saldo da balança comercial extracomunitária, com exclusão deste tipo de bens, atingido um excedente de 1.022,8 milhões de euros, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 147,2%.

Em julho, as exportações para os países terceiros aumentaram 2,9% face a julho de 2014 (+7,8% no mês anterior) e as importações diminuíram 14,5% (-13,4% no mês anterior).

Em termos de variações mensais, em julho de 2015 as exportações extra-UE aumentaram 3,1% face a junho de 2015 e as importações aumentaram 1,6%.

Numa análise por grandes categorias económicas, no trimestre terminado em julho de 2015, face ao período homólogo (maio a julho de 2014), nas exportações os maiores acréscimos verificaram-se no material de transporte e acessórios (+9,9%), combustíveis e lubrificantes (+7,5%) e fornecimentos industriais (+6,5%).

No que se refere às importações, registaram-se aumentos em todas as categorias, exceto nos combustíveis e lubrificantes (-18,0%), tendo-se o maior acréscimo verificado no material de transporte e acessórios (+17,9%), devido sobretudo à evolução dos automóveis para transporte de passageiros.

O INE divulgou também hoje os resultados provisórios do comércio internacional de 2014 que, face aos resultados preliminares que haviam já sido anunciados, revê de 1,8% para 1,7% a taxa de variação anual das exportações e de 3,2% para 3,4% a taxa de variação anual das importações.

Lusa

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