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Web Summit realiza-se em Lisboa nos próximos três anos

Lisboa vai acolher a Web Summit, o encontro mais importante de 'startups' do mundo, nos próximos três anos, substituindo Dublin, anunciaram hoje o presidente executivo do evento, Paddy Cosgrave, e o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Web Summit 2011 em Bilbao

Web Summit 2011 em Bilbao

© Vincent West / Reuters

"Portugal como país e Lisboa como cidade serão a sede do maior evento de 'startups' [empresas de pequena dimensão, que estão em desenvolvimento] e do maior encontro global de tecnologia em 2016, 2017 e 2018", anunciou Paulo Portas, hoje em Lisboa.

O vice-primeiro-ministro adiantou ainda que há a possibilidade de Lisboa ser capital da economia 'web' e da tecnologia por mais dois outros anos, até 2020.

"Em novembro do próximo ano, esperamos algo mais dos que os 30 mil participantes da Web Summit deste ano, algo mais do que as 2.500 'startups' presentes este ano e algo mais do que os mil investidores que se juntam anualmente nesta 'summit' da nova economia tecnológica", disse Paulo Portas.

Partindo dos números irlandeses e frisando que se o múltiplo de crescimento for o mesmo, o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, estimou que em 2016 o retorno financeiro do evento poderá alcançar os 175 milhões de euros.

Referindo-se a Lisboa como "uma cidade mágica e vibrante" e "comparável aos níveis de Berlim", Paddy Cosgrave disse estar "muito entusiasmado" com a vinda desta conferência global de tecnologia, que desde 2010 se realiza em Dublin, sublinhando que a escolha permitirá ao evento continuar a potenciar o seu crescimento no futuro.

O contrato para a realização do evento, que foi hoje assinado no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, entre o Turismo de Portugal, o Turismo de Lisboa e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), prevê ainda um financiamento conjunto de 1,3 milhões de euros, destinados nomeadamente à logística, como modernização de estruturas de 'wifi', e a incentivos para a vinda dos media internacionais ou apoio a empresas menores.

Questionado sobre os motivos da escolha, Paddy Cosgrave nem hesitou: "A resposta óbvia é sempre em primeiro lugar a infraestrutura, trata-se de um evento que precisa de uma cidade com grande escala".

"Lisboa tem uma combinação de grande valor", disse Cosgrave que, além de focar a existência de um aeroporto, as ligações de transporte e a localização da cidade, centrou-se na "grande comunidade", no movimento nas redes sociais, na quantidade de pessoas que se juntaram para trazer o evento para Lisboa e no ecossistema de 'startups' e investidores que olham para a capital.

Deixou até um exemplo: "A quantidade de atividade que vi no Twitter [rede social] e nas comunidades, nunca a vi noutras cidades, coisas tão pequenas como estas trazem um grande impacto na decisão".

"Lancei a pergunta sobre onde devia ser a Web Summit e recebi centenas de respostas, 95% das quais de que devia ir para Lisboa, não sei de onde veio isso, mas isso teve um impacto muito grande", contou.

A Web Summit vai realizar-se no Meo Arena e na FIL - Feira Internacional de Lisboa, sendo "muito mais do que uma conferência", "são 20 conferências dentro de uma conferência com personalidades do mundo inteiro a conversar com jovens portugueses, com universitários, 'startups' e empresas portuguesas e de todo o mundo", como afirmou Paulo Portas.

O evento teve em 2014 um retorno de cerca de 100 milhões de euros e contou com 20 mil participantes. Este ano, Dublin espera aumentar para 30 mil o número de participantes.

Leonardo Mathias destacou que, além do retorno em termos de volume de negócios, no turismo, na restauração ou na aviação, esta 'summit' tem toda a componente de conferências sobre variados temas e a da atração de investidores, quer de 'business angels' '(investidores particulares que investem diretamente ou através das suas empresas), 'micro-venture capital', quer investimento privado de nível mundial.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, deixou uma palavra de "reconhecimento e agradecimento" a Paulo Portas e a Leonardo Mathias "pela forma como se empenharam a trazer este evento para Portugal e Lisboa e pela forma muito profissional e irrepreensível como as equipas que lideraram dialogaram em conjunto com as equipas da Câmara de Lisboa".

"Foi um bom trabalho em conjunto e este é um bom resultado para o país e para a cidade", disse.

Lusa

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