sicnot

Perfil

Economia

FMI vai rever em baixa previsão sobre a economia mundial para 2015 e 2016

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai rever em baixa as previsões para o crescimento da economia global para este ano e o próximo, face aos sinais de abrandamento na recuperação dos países emergentes, segundo a diretora, Christine Lagarde.

"O que lhes temos dito (aos europeus) é que seja qual for a forma (...) é preciso encontrar uma forma de aliviar o fardo e permitir ao país demonstrar que a sua dívida pode regressar a uma trajetória viável", disse a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

"O que lhes temos dito (aos europeus) é que seja qual for a forma (...) é preciso encontrar uma forma de aliviar o fardo e permitir ao país demonstrar que a sua dívida pode regressar a uma trajetória viável", disse a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

© Eric Vidal / Reuters

Numa entrevista publicada hoje pelo jornal económico francês Les Echos, Lagarde disse que a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 3,3% para este ano "já não é realista", assim como também não é a perspetiva de aumento de 3,8% para 2016.

De qualquer forma, as novas estimativas vão continuar "acima do limiar de 3%".

Lagarde explicou que se verifica uma oscilação entre os países emergentes e os desenvolvidos, porque enquanto os primeiros, que estavam a puxar o crescimento, estão agora a abrandar, os outros estão a acelerar a sua cadência.

Sobre a China, a diretora do FMI afirmou que a desaceleração "bem gerida é uma boa notícia, desde que se consiga antecipar e integrar".

Lagarde acredita que a Reserva Federal dos Estados Unidos ouviu o FMI ao manter as suas taxas de juros e ao aguardar pela consolidação da recuperação dos EUA, antes de iniciar a inversão da sua política monetária.

"Não há razão para ter pressa", especialmente porque se a Fed tivesse de voltar atrás "isso seria mais destrutivo do que um movimento retardado", disse.

A diretora do FMI considera necessário impulsionar a atividade global e manter a atual política monetária, mas acrescenta que isso não é o suficiente, pelo que alguns países do euro com margem, como a Alemanha e a Holanda, deveriam utilizar aquela política para estimular o consumo.

A responsável negou, contudo, que haja demasiada austeridade na zona euro, desde que o esforço de ajuste orçamental não exceda os 0,3% do PIB.

Lagarde, cujo mandato termina em julho de 2016, adiantou que o Conselho de Administração do FMI pediu-lhe para ser candidata por mais um ano, mas afirmou que a questão não se colocará até à próxima primavera e que a sua decisão também vai depender de uma "dimensão estritamente pessoal", como é a vida familiar.

Descartou ainda um possível regresso à vida política em França, onde foi ministra das Finanças no governo do antigo Presidente Nicolas Sarkozy (2007-2012).

"Honestamente, não creio que volte a fazer política em França", disse.

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • "Reforma da Proteção Civil esgotou prazo de validade"
    2:34

    Tragédia em Pedrógão Grande

    António Costa reconheceu esta quinta-feira que a reforma da Proteção Civil que liderou em 2006 está esgotada, e não pode dar resultados sem uma reforma da floresta. Na mesma altura, o ministro da Agricultura admitiu que os problemas já estavam identificados há uma década, sem explicar por que razão não foram atacados pelo Governo socialista da altura.

  • "De um primeiro-ministro esperam-se respostas, não perguntas"
    0:35

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Assunção Cristas acusa o ministro da Agricultura de ter deitado ao lixo a legislação do anterior Governo que poderia ser útil no combate aos incêndios. O CDS exige uma responsabilização política pela tragédia de Pedrógão Grande, diz que há muito por esclarecer e por esse motivo entregou esta quinta-feira ao primeiro-ministro um conjunto de 25 perguntas.

  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

    Última Hora

  • Revestimento da Torre de Grenfell era tóxico e inflamável
    1:52
  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.