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IGCP reavalia intenção de fazer novo reembolso antecipado ao FMI este ano

A agência portuguesa responsável pela emissão de dívida pública vai reavaliar a intenção de pagar antecipadamente ao FMI este ano e vai alterar o seu plano de financiamento, prevendo agora obter mais 1.300 milhões de euros.

© Dado Ruvic / Reuters

Numa apresentação a investidores, a Agência de Gestão do Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) refere que o adiamento da venda do Novo Banco não "altera significativamente" a estratégia de financiamento para o resto deste ano, mas admite que aumenta as necessidades de financiamento líquidas do Estado português e que vai "revisitar" a ideia de pagar mais cedo o empréstimo ao FMI.

O governo tinha dado a entender que queria avançar com um terceiro reembolso antecipado ao FMI no final do ano, o que poderá agora ser adiado.

Ainda na mesma nota, o IGCP dá conta de que quer apostar mais em instrumentos de retalho, esperando assim que as emissões líquidas de retalho cheguem as 3,8 mil milhões de euros, mais 800 milhões do que o inicialmente previsto.

Já nas Obrigações do Tesouro, estima que o montante total de emissões a médio e longo prazo atinja 20 mil milhões de euros, 500 milhões de euros acima do previamente anunciado. Já no início de setembro, Portugal emitiu três mil milhões de euros em títulos de dívida pública a sete anos.

No total, a agência que emite dívida pública quer obter mais 1,3 mil milhões de euros em financiamento este ano.

O IGCP termina a nota aos investidores a informar que espera que no final do ano tenho uma almofada financeira acima de 8 mil milhões de euros

Lusa

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