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Brasil em "declínio dramático" no índice de competitividade

O Brasil desceu 18 lugares no índice mundial de competitividade de 2015-2016, divulgado hoje pelo Fórum Económico Mundial e que classifica a queda do país como "um declínio dramático".

Jorge Saenz

Atualmente na 75.ª posição entre 140 países (no ano passado ocupava a 57.ª), o Brasil está em 103.º lugar no que se refere a equipamentos básicos, em 55.º no que respeita a potenciadores de eficiência e em 64.º no que concerne aos fatores de inovação e sofisticação, revela o documento.

No documento lê-se que o Brasil, tal como dois outros países latino-americanos, a Bolívia e El Salvador, "sofrem com a deterioração das instituições e o fraco desempenho macroeconómico".

Ainda de acordo com o relatório, o país tem como fatores "mais problemáticos" para o desenvolvimento de negócios a elevada carga fiscal, a legislação laboral restritiva e a corrupção, com os analistas a destacarem o peso dos "escândalos" nesta última vertente.

Com "baixas perspetivas de crescimento", o Brasil beneficia, contudo, da dimensão do seu mercado, sendo ainda destacadas a literacia tecnológica e a melhoria significativa na qualidade das infraestruturas e transportes aéreos (subiu 18 lugares, para 95.º).

Os analistas do Fórum Económico Mundial assinalam, por outro lado, a necessidade de "importantes reformas" para providenciar melhor qualidade na educação.

O índice mundial de competitividade - que avalia 12 pilares (da educação aos mercados financeiros) - é liderado pela Suíça, seguida de Singapura e dos Estados Unidos.

Lusa

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