sicnot

Perfil

Economia

Dublin apresenta Orçamento para 2016 com descida de impostos e aumento de despesa

O Governo irlandês apresenta hoje uma proposta de Orçamento de Estado para 2016 que inclui, pela primeira vez em anos, uma importante descida de impostos e um aumento significativo dos gastos públicos.

Michael Noonan

Michael Noonan

Reuters

O executivo de coligação entre conservadores e trabalhistas pretende assim suavizar a austeridade que marcou a política económica desde que chegou ao poder em fevereiro de 2011, três meses depois do anterior Governo pedir um resgate à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de 85.000 milhões de euros.

Dublin abandonou com êxito o programa de ajuda em 2013 e a economia nacional voltou a crescer, agora mais do que a maioria dos parceiros comunitários, tendo levado o ministro das Finanças, Michael Noonan, a fazer o que os analistas classificaram como um Orçamento de Estado para 2016 "benigno" e "familiar".

No ano passado, Noonan apresentou o Orçamento de Estado para 2015 cujo objetivo era situar o défice público abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB), como é pedido por Bruxelas, e em consequência viu-se obrigado, afirmou, a fazer um ajustamento avaliado em 2.000 milhões de euros.

Este ano, a poucos meses da realização de eleições gerais e perante o bom andamento da economia, o ministro conservador prevê injetar cerca de 1.500 milhões de euros.

Esta injeção, segundo os conservadores, servirá para eliminar alguns dos impostos mais impopulares introduzidos no início da crise económica em 2008 e reformar também os escalões do imposto sobre o rendimento.

O primeiro-ministro, o democrata-cristão Enda Kenny, ainda não quis anunciar a data das próximas eleições, mas tudo indica que deverão ocorrer na próxima primavera.

Até ao momento, os indicadores económicos jogam a favor da coligação de Governo, que afirma ter conseguido fazer com que o PIB cresça atualmente a um ritmo próximo dos 5% e reduzir a dívida pública de 120% do PIB em 2012 para os atuais 100%.

  • Frio no fim de semana, regiões do interior podem chegar aos -5 °C
    1:23

    País

    A Proteção Civil emitiu um alerta para o tempo frio e seco e pede cuidados redobrados. As temperaturas já começaram a descer, com regiões a registarem valores negativos. No interior, podem chegar aos 5 graus negativos. Até ao Natal o tempo vai manter-se frio, seco e com ausência de chuva.

  • Bombeiro ferido nos fogos de Pedrógão Grande regressou a casa
    2:33

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Seis meses depois dos incêndios de Pedrógão Grande, regressou a casa o último dos bombeiros de Castanheira de Pera que estava internado desde junho. Rui Rosinha esteve em coma mais de dois meses e tem ainda pela frente uma longa recuperação. O bombeiro não quer que o país esqueça o que aconteceu e espera que as duas tragédias deste ano (fogos de junho e outubro) sirvam de lição para o futuro.

  • Pedrógão Grande, seis meses depois - documentário Expresso
    0:29
  • Fitch retira Portugal do "lixo"
    2:20
  • PS volta a subir nas intenções de voto e não baixa dos 40%
    2:01
  • Marcelo evita "ideia de que o ano foi todo muito bom"
    3:14

    País

    Marcelo Rebelo de Sousa disse esta sexta-feira que 2017 teve "o melhor e o pior" e que "é preciso evitar a "ideia que o ano foi todo muito bom". O Presidente da República fez estas declarações depois de António Costa ter dito que a nível económico este "foi um ano particularmente saboroso".