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Associação do setor diz não haver razão para evitar consumo do bacalhau

A associação dos industriais do bacalhau (aib) afirmou hoje que não há razões para evitar o consumo de bacalhau, uma vez que aquele que abastece a indústria nacional e que os portugueses consomem é proveniente de pescarias sustentáveis.

"O bacalhau que abastece a indústria nacional e que os portugueses consomem é proveniente de pescarias sustentáveis, cujo estado da biomassa é permanentemente monitorizado", assegura a aib, acrescentando que "sob exigentes medidas comunitárias de controlo contra a pesca ilegal, não declarada e não regulada, a indústria portuguesa aprovisiona as suas matérias-primas em origens onde estas imposições são cumpridas".

A posição da associação surge num comunicado divulgado um dia depois de ter sido apresentado um guia de pesca sustentável que recomenda que se evite o consumo de algumas espécies como o salmão, o bacalhau e a lula.

De acordo com um guia de sustentabilidade que o Oceanário de Lisboa preparou juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), e que a Lusa divulgou na quinta-feira, cada português consome, em média, 57 quilos de pescado por ano, devendo ser evitado o consumo de espécies vulneráveis, sobre exploradas ou com métodos de captura/criação com impacto no meio ambiente.

Entre estas últimas, encontra-se, por exemplo, o bacalhau, embora a responsável de Divisão de Modelação e Gestão de Recursos da Pesca do IPMA do IPMA, Ana Moreno, tenha esclarecido à Lusa que a lista "a evitar" se refere ao peixe de menores dimensões.

A associação indica que "as populações de bacalhau do Atlântico encontram-se em muito bom estado, [...] nomeadamente, no Mar de Barents, onde a Rússia e a Noruega partilham uma quota total de 894.000 toneladas e na Islândia, que aumentou este ano a quota em 10% para as 239.000 toneladas".

Mesmo nas zonas onde a indústria portuguesa não se abastece, como é o caso do Mar do Norte, "tem havido grandes progressos na sua recuperação".

"Pela importância que a espécie tem para os países onde se pesca, os processos de monitorização do estado dos recursos são cada vez mais intensos e eficazes no sentido de assegurar a sua sustentabilidade, pelo que podemos estar seguros de que continuará a haver bacalhau para suprir as necessidades da nossa alimentação proveniente de pescarias sustentáveis", garante a aib.

Lusa

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