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Ministro da Economia suspendeu pagamentos comunitários à Unicer

O presidente da Câmara de Santarém disse hoje que o ministro da Economia mandou suspender todos os pagamentos de fundos comunitários à Unicer até esclarecer as circunstâncias do encerramento da fábrica de refrigerantes existente na cidade.

Ricardo Gonçalves disse hoje, durante a reunião do executivo municipal, que Pires de Lima o recebeu na passada sexta-feira na sequência do pedido de audiência que solicitou depois de ter sido informado pela administração da Unicer, no passado dia 08, do encerramento da unidade de produção de refrigerantes de Santarém.

O autarca afirmou que o ministro da Economia, António Pires de Lima, manifestou a sua surpresa com a decisão de encerramento da fábrica de refrigerantes e que, além de mandar suspender os pagamentos de fundos comunitários até cabal esclarecimento das circunstâncias que rodeiam esta decisão, o processo está a ser acompanhado pelo secretário de Estado e pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Ricardo Gonçalves levantou a questão dos 7,26 milhões de euros recebidos pela Unicer em 2012 ao abrigo do Quadro Comunitário de Apoio, alegando que a permanência da fábrica de refrigerante terá sido um dos argumentos invocados para a não devolução de fundos aquando do encerramento da cervejeira em Santarém, em 2013.

Em 2013, quando ainda era liderada por Pires de Lima, a Unicer encerrou a sua fábrica de cerveja em Santarém, deslocalizando a produção para Leça do Balio, onde centrou o seu investimento como parte do projeto de consolidação industrial para melhorar a eficiência e competitividade da empresa.

Os vereadores da oposição questionaram hoje Ricardo Gonçalves sobre qual será o destino dos dois edifícios da Unicer em Santarém (o da cervejeira encerrada em 2013 e o da unidade de refrigerantes, cujo encerramento foi anunciado para abril de 2016), bem como do terreno que foi cedido à empresa para instalação de uma plataforma logística, que nunca se chegou a concretizar.

Celso Brás (PS) alertou para que, se não houver investimento em breve, o terreno em causa (que no passado acolheu as vinhas da Escola Superior Agrária de Santarém) retoma a sua vocação agrícola.

Ricardo Gonçalves reafirmou o seu empenho em não deixar cair o processo no esquecimento, lembrando que o encerramento da unidade em Santarém implica o despedimento de 70 pessoas, se bem que a Unicer tenha declarado ter uma solução para minimizar "o impacto das medidas anunciadas", nomeadamente colocando 25 funcionários "no parceiro de negócio que passará a assegurar a produção" para a empresa (a fábrica da Font Salem em Santarém).

Fernando Rodrigues, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Industrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), disse hoje à Lusa que os representantes dos trabalhadores vão esperar até ao final da semana por uma resposta da empresa à moção aprovada no passado dia 14, no qual era exigido que a Unicer voltasse atrás na sua decisão.

O sindicalista acusou a empresa de estar a pressionar os trabalhadores que quer dispensar (140 no total, os 70 de Santarém e 70 afetos à estrutura central e de apoio ao negócio, que trabalham em Leça do Balio e no Tojal), uma vez que, ao contrário do que aconteceu em 2012, não tem havido manifestação de saídas voluntárias.

Fernando Rodrigues afirmou que os sindicatos entregaram na Autoridade para as Condições do Trabalho uma queixa por alguns trabalhadores terem ficado sem as suas "ferramentas de trabalho" ou "obrigados a irem de férias".

Lusa

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