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Receitas da PT Portugal caem 9,4% para 579 ME no 3.º trimestre

As receitas da PT Portugal caíram 9,4% no trimestre terminado a 30 de setembro, para 579,3 milhões de euros, em termos homólogos, e 1,9% face ao trimestre anterior, divulgou hoje a Altice, dona da MEO.

A Pharol é a antiga PT SGPS. (Arquivo)

A Pharol é a antiga PT SGPS. (Arquivo)

© Hugo Correia / Reuters

O grupo francês que adquiriu a PT Portugal apresentou hoje resultados no seu 'site' e centra-se na reduzida queda em cadeia das receitas no terceiro trimestre deste ano, que justifica com o recuo no segmento empresarial e o facto do segmento grossista ter sido afetado por um longo período de instabilidade em torno dos novos proprietários da operadora, pelo período de transição e pela estratégia geral do mercado no sentido da estabilização do segmento.

As receitas do segmento dos consumidores ('B2C') caíram 3,4%, em termos homólogos.

A Altice destaca o "bom ritmo de crescimento" no fixo no segmento 'B2C' em Portugal, que cresceu 0,3%, para 173,6 milhões de euros, suportado pelo aumento do ARPU (receita média por consumidor) de 3,5%, face ao mesmo trimestre do ano anterior, para 32,8 euros.

Pelo contrário, o segmento móvel 'B2C' da PT Portugal caiu 8,5%, para 150,3 milhões de euros, após grandes perdas nos pré-pagos, causadas pela agressiva concorrência no pós-pago.

"O negócio de telefonia móvel foi impactado pelo declínio do ARPU, que caiu 5% em termos homólogos, para 7,4 euros, apesar de ter subido 4,2% face ao trimestre anterior", lê-se no documento.

O negócio 'B2B' recuou 8,8%, devido a algumas perdas de contratos no setor público e bancário e à contínua política agressiva de preços da concorrência.

O EBITDA (lucros brutos) subiu 11,5%, para 262 milhões de euros, com poupanças significativas nos custos operacionais, na manutenção da rede da empresa, tecnologias de informação e despesas gerais administrativas, tendo a margem de EBITDA sido de 45,2%, mais 8,4 pontos percentuais, em termos homólogos.

O investimento manteve-se estável e atingiu os 67,8 milhões de euros e o 'Operating Free Cash Flow' (fluxo de caixa operacional) subiu 16% para 194 milhões de euros.

A Altice divulgou hoje que as receitas do grupo caíram 2,9% no terceiro trimestre para 3,844 mil milhões de euros, em termos homólogos, tendo as receitas internacionais representado 1,077 mil milhões de euros, menos 0,6%, do que em igual período do ano anterior.

As receitas de França desceram 3,7% para 2,768 mil milhões de euros, em termos homólogos, mas recuaram apenas 0,3% em cadeia.

O EBITDA do grupo cresceu 13% para 1,532 mil milhões de euros, em termos homólogos.

O presidente executivo da Altice, Dexter Goei, afirma que o terceiro trimestre de 2015 "foi outro trimestre forte para o Grupo Altice, com crescimento de 13% do EBITDA ajustado e o crescimento de 34% no fluxo de caixa operacional", em paralelo com a "continuação da estratégia de sucesso baseado na convergência fixo/móvel e na implementação de melhores práticas e eficiência em todas as operações".

"Estamos particularmente satisfeitos com o forte arranque do nosso plano de singergias em Portugal e com o aumento das receitas e da base de clientes em França", frisa.

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