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Representantes dos trabalhadores da Cimpor contestam despedimento coletivo

Os representantes dos trabalhadores da Cimpor consideram insuficiente a informação fornecida pela empresa para sustentar o despedimento coletivo em curso e vão comparecer à reunião de hoje determinados a opor-se ao mesmo, alegando ilicitude.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

"A empresa mandou-nos alguma informação, mas pouco aprofundada, vamos salientar isso na reunião de hoje e, mesmo sem o resto da informação vamos opor-nos ao despedimento", disse à agência Lusa Fátima Messias, da Comissão de Trabalhadores (CT) da Cimpor.

A CT da Cimpor reuniu-se na semana passada com representantes da empresa para discutir o despedimento coletivo, mas o encontro foi inconclusivo, devido à falta de informação.

"Só faremos o nosso parecer formal quando tivermos toda a informação, mas faremos tudo para impedir que o despedimento coletivo se concretize", disse Fátima Messias.

Tendo em conta a informação de que dispõe, a CT considera que "a empresa não está pior" e, por isso, "o despedimento é ilícito.

A CT da Cimpor representa 13 dos 25 trabalhadores alvo de despedimento coletivo, dado que só esses pertencem à Cimpor Indústria.

Os restantes trabalham em empresas do grupo, mais pequenas, que não têm comissões de trabalhadores.

A cimenteira Cimpor iniciou há duas semanas um processo de reestruturação que afetará 1% dos seus trabalhadores, avançando em Portugal com um despedimento coletivo de 25 funcionários, quase todos quadros superiores.

A empresa justificou este despedimento com a "desaceleração económica sentida em geografias chave para a atividade".

O despedimento coletivo terá efeitos no início de 2016 dado que a lei impõe 75 dias de aviso prévio.

A Cimpor está presente em oito países de três continentes e conta com cerca de 9.000 trabalhadores.

Lusa

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