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Quatro bancos gregos precisam de 14,4 mil M€ para tapar buraco

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que os quatro maiores bancos gregos precisarão de 14,4 mil milhões de euros se a economia enfrentar os piores cenários.

© Christian Hartmann / Reuters

O BCE, que divulgou hoje os testes de solidez da banca grega, refere que, no que concerne aos quatro bancos - Alpha Bank, Eurobank, NBG e Piraeus Bank -, as administrações deverão submeter um plano até 6 de novembro explicando como tencionam preencher o 'buraco' de capital.

Os testes à saúde financeira dos bancos gregos, conhecida como uma "avaliação global", realizada pelo departamento de supervisão bancária do BCE, identificou uma falta de capital de 4,4 mil milhões de euros no âmbito de um cenário de referência e 14,4 mil milhões de euros num cenário adverso, disse a instituição europeia em comunicado.

O exame aos bancos gregos, também denominados 'stress tests', compreende uma avaliação da qualidade dos ativos e um teste prospetivo destinado a avaliar "as necessidades de recapitalização específicas dos bancos individuais" sob programa de ajustamento económico atual da Grécia, indica o comunicado.

"No geral, o 'stress test' identificou uma carência de capital nos quatro bancos analisados de 4,4 mil milhões de euros ao abrigo do cenário de referência e 14,4 mil milhões de euros no âmbito do cenário adverso", sublinhou o BCE.

"Os quatro bancos terão de apresentar planos de capital que expliquem a forma como pretendem cobrir seus défices até 6 de novembro", adiantou.

O BCE reforçou ainda que, após o teste à solidez da banca grega, se "irá iniciar um processo de recapitalização ao abrigo do programa de ajustamento económico que terá de ser concluído antes do final do ano".

Para fazer face ao 'buraco', o BCE disse que terá de haver a entrada de dinheiro fresco, através de um aumento de capital de forma a "criar 'buffers' prudenciais (ativos que permitam ao banco pagar as suas responsabilidades em casos extremos) nos quatro bancos gregos, que irão melhorar a resiliência dos seus balanços e sua capacidade de resistir a potencial choque macroeconómico adverso", acrescentou o BCE.

Lusa

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