sicnot

Perfil

Economia

Acionistas da Pharol, antiga PT SGPS, decidem se compram ações próprias

Os acionistas da Pharol SGPS (antiga PT SGPS) reúnem-se hoje para deliberar a compra e venda de ações próprias, um mês depois de a empresa ter anunciado que tinha avançado com uma ação judicial contra antigos administradores.

© Hugo Correia / Reuters

A reunião magna visa deliberar a compra e venda de ações próprias, que prevê a aquisição até 7,7% dos títulos da Pharol SGPS, acionista de referência da operadora brasileira Oi, com 27,18%.

Este é o ponto único da ordem de trabalhos da reunião magna, que terá lugar no auditório Bernardino Gomes, do LEAP Center - Espaço Amoreiras - Centro Empresarial, em Lisboa.

A administração liderada por Luís Palha da Silva propõe que seja deliberado "aprovar a aquisição pela sociedade de ações próprias, incluindo direitos à sua aquisição ou atribuição".

O número máximo de ações a adquirir tem o limite correspondente a 7,7% do capital social, reduzidas as alienações efetuadas, sem prejuízo da quantidade que seja exigida pelo cumprimento de obrigações da adquirente, decorrentes de lei, de contrato ou de emissão de títulos, com sujeição, se for o caso, a alienação subsequente, nos termos legais, das ações que excedam aquele limite, de acordo com a proposta.

A compra de ações próprias pode ser feita no prazo de 18 meses.

Esta assembleia-geral acontece um mês depois de a Pharol ter anunciado que tinha dado entrada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa a primeira ação de responsabilidade contra os ex-administradores Henrique Granadeiro, Pacheco de Melo e Amílcar Pires devido aos investimentos de 897 milhões de euros na Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES).

A entrada da ação resultou de uma deliberação aprovada em assembleia-geral de acionistas da Pharol a 31 de julho.

Na altura, a empresa adiantou que "nesta ação é peticionada indemnização correspondente à diferença entre o valor de 897 milhões de euros e aquele que a Pharol vier a receber no âmbito do processo de insolvência da Rioforte, bem como os demais danos que se vierem a apurar, tudo a liquidar ulteriormente e acrescido dos juros de mora vincendos, contabilizados desde a data da citação até efetivo integral pagamento".

Em causa está o investimento em papel comercial da Rioforte que, entre várias consequências, levou às saídas de Henrique Granadeiro e de Luís Pacheco de Melo da PT.

Outro dos visados, Amílcar Morais Pires, administrador financeiro do Banco Espírito Santo (BES), era administrador na PT em nome do banco, que era um dos acionistas de referência da operadora de telecomunicações.

A Pharol admite ainda vir a responsabilizar outros administradores.

A entrada da ação judicial aconteceu exatamente dois anos depois de a PT ter anunciado um projeto de fusão com a Oi, processo que, posteriormente, passou a ser de "combinação de negócios", após a alteração dos acordos entre as duas empresas na sequência do investimento em papel comercial da Rioforte.

Lusa

  • Pharol processa antigos administradores da PT SGPS
    1:48

    Economia

    A Pharol, a antiga PT SGPS, processou Henrique Granadeiro, Amílcar Morais Pires e Pacheco de Melo. A ação judicial contra os antigos gestores prende-se com o investimento ruinoso de quase 900 milhões de euros na Rioforte, uma das empresas do Grupo Espírito Santo. Para já, Zeinal Bava fica de fora, mas a Pharol avisa que pode avançar com mais processos.

  • O percurso dos rendimentos de Ronaldo
    3:43

    Desporto

    O Ministério das Finanças espanhol abriu uma investigação a Cristiano Ronaldo, por eventuais irregularides na declaração dos rendimentos da publicidade. A Gestifute, empresa do agente do avançado do Real Madrid, garante que Ronaldo tem os impostos em dia. A investigação aos documentos extraídos da plataforma informática Football Leaks, liderada pela revista alemã Der Spiegel, e da qual faz parte o jornal Expresso, conseguiu traçar o percurso dos rendimentos do melhor jogador do mundo.

  • Fábio Coentrão investigado por suspeita de delitos fiscais
    3:37

    Desporto

    O Ministério Público de Madrid acusou o defesa português Ricardo Carvalho de evasão fiscal e está a investigar Fábio Coentrão por eventuais delitos fiscais. Além dos dois portugueses a justiça acusou ainda o espanhol Xabi Alonso, o argentino Ángel Di María e investiga o colombiano Falcão. As investigações surgem depois da revelação do caso Football Leaks, investigada pelo Expresso e pelo consórcio europeu de jornalistas que tiveram acesso a milhões de documentos.

  • Mais cinco ilhas dos Açores sob aviso vermelho

    País

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou esta quarta-feira para vermelho o aviso para as cinco ilhas do grupo central dos Açores, onde no Faial o vento atingiu os 150 quilómetros por hora.

  • Votações sobre o mapa judiciário geram tensão no Parlamento
    2:01

    País

    O momento das votações no Parlamento ficou marcado por alguma tensão. Depois de aprovadas, em comissão, as alterações ao mapa judiciário, o PSD opôs-se a que o diploma fosse votado em plenário, uma vez que não fazia parte da versão inicial do guião de votações. A esquerda acusou os sociais-democratas de terem motivações estritamente políticas e não regimentais.

  • Uma alternativa aos serviços de enfermagem ao domicílio
    7:34
  • As primeiras palavras de um dos sobreviventes da Chapecoense
    0:29
  • Familiares de vítimas procuram destroços do MH370
    1:48

    Voo MH370

    Um grupo de familiares das vítimas do avião das linhas aéreas da Malásia, desaparecido em 2014, procuram destroços do aparelho em Madagáscar. As autoridades malaias estudam a posssibilidade de uma nova operação de buscas.

  • Primeiro-ministro em lágrimas ao reencontrar refugiado que recebeu no Canadá em 2015

    Mundo

    Justin Trudeau desfez-se em lágrimas no reencontro com um refugiado sírio, que ele recebeu no Canadá em 2015. No ano passado, Trudeau recebeu pessoalmente os refugiados no aeroporto, onde foi visto a entregar casacos de inverno aos migrantes. Esta segunda-feira, o primeiro-ministro conheceu algumas das famílias que se estabeleceram no país, numa reunião filmada pela emissora canadiana CBC.