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Desemprego mantém-se nos 11,9% no 3º trimestre face ao anterior

A taxa de desemprego manteve-se nos 11,9% no terceiro trimestre, a mesma observada no trimestre anterior, mas caiu 1,2 pontos percentuais em termos homólogos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas do emprego relativas ao terceiro trimestre de 2015, hoje divulgadas pelo INE, neste período, a população desempregada foi de 618,8 mil pessoas, o que representa uma diminuição trimestral de 0,3% e uma queda homóloga de 10,2%, ou seja, menos 1,6 mil e menos 70,1 mil pessoas, respetivamente.

Os analistas contactados pela agência Lusa estimavam que o INE divulgasse hoje uma nova descida da taxa de desemprego para os 11,7%.

De acordo com o INE, a população empregada, estimada em 4,58 milhões de pessoas, registou um aumento trimestral de 1,1% (mais 50,5 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 2,1% (mais 95,7 mil pessoas).

Os resultados das Estatísticas do Emprego mostram ainda que a taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,6%, valor idêntico ao observado no trimestre anterior e inferior em 0,6 pontos percentuais ao do mesmo trimestre do ano passado.

De acordo com o INE, a diminuição da população desempregada no terceiro trimestre ocorreu essencialmente nos homens, nas pessoas com 25 ou mais anos, com nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico, à procura de novo emprego e provenientes de todos os setores, em particular da indústria, construção, energia e água e à procura de emprego há 12 e mais meses.

A taxa de desemprego dos homens (11,5%) ficou abaixo da das mulheres (12,3%), com ambas a recuarem em relação ao trimestre homólogo.

Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego nos homens diminuiu 0,5 pontos percentuais e a das mulheres subiu 0,5 pontos percentuais.

No caso dos jovens, a taxa de desemprego estimada pelo INE para o terceiro trimestre foi de 30,8% (contra os 29,8% no trimestre anterior e os 32,2% no período homólogo).

A taxa de desemprego de longa duração fixou-se, por sua vez, nos 7,5%, menos do que os 7,6% do trimestre anterior e dos 8,8% observados um ano antes.

  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

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