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BCE reduz em 900 milhões provisão de liquidez de urgência

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu, a pedido do Banco da Grécia, em 900 milhões de euros o limite do mecanismo de provisão de liquidez de urgência para os bancos gregos, porque as necessidades destes diminuíram, foi hoje anunciado.

A sede do BCE, em Frankfurt, Alemanha.

A sede do BCE, em Frankfurt, Alemanha.

© Ralph Orlowski / Reuters

Segundo informou hoje o Banco da Grécia em comunicado, o 'plafond' máximo do mecanismo de provisão de liquidez de urgência (ELA, Emergency Liquidity Assistance) para os bancos gregos fica agora em 86.000 milhões de euros até 18 de novembro, data em que está prevista a próxima reunião do conselho de governadores do BCE.

Esta redução reflete a melhoria da liquidez dos bancos gregos, que decorreu em simultâneo com uma diminuição da incerteza e da estabilização do fluxo de depósitos no setor privado, adiantou o banco central grego no comunicado.

A última diminuição do 'plafond' ocorreu a 22 de outubro último, quando o BCE reduziu em 1.000 milhões de euros.

A banca grega recebeu estes créditos de emergência durante os últimos meses depois de em meados de fevereiro o BCE ter deixado de aceitar a dívida grega como garantia nas operações de refinanciamento.

A ELA foi neste período praticamente o único canal pelo que os bancos podiam aceder a financiamentos de forma excecional e a curto prazo através do Banco da Grécia, ainda que a uma taxa de juro mais elevada que a praticada pelo BCE nas operações ordinárias de refinanciamento (0,05%).

Neste sentido, a redução deste fundo é um sinal positivo para a economia porque mostra a progressiva normalização da situação do sistema bancário, depois do acordo para o terceiro resgate alcançado entre Atenas e as instituições credoras em julho.

No entanto, o país continua desde junho último sob a imposição de controlos de capitais, que o Governo de Alexis Tsipras espera poder levantar completamente no primeiro semestre de 2016.

Depois da decisão do BCE de não oferecer mais liquidez e para evitar uma saída massiva de depósitos em clima de plena incerteza política e económica, o Governo grego chefiado por Alexis Tsipras impôs um controlo de capitais, que manteve os bancos gregos fechados durante três semanas, e continua em vigor até à data, mas com muito menos restrições.

Antes do final do ano espera-se que se conclua o processo de recapitalização dos quatro principais bancos gregos, para os quais o BCE calculou necessidades de 4.400 milhões de euros num cenário base e de 14.400 milhões de euros para um cenário adverso, ou seja no caso dos parâmetros económicos evoluírem pior do que o previsto.

O BCE espera que os bancos possam capitalizar pelos seus próprios meios as necessidades básicas de modo a que apenas 10.000 milhões de euros provenham do programa de resgate.

Do terceiro resgate à Grécia no valor de 86.000 milhões de euros, apenas 25.000 milhões estão reservados para a recapitalização da banca.

Lusa

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