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Bruxelas revê em baixa previsão do desemprego para 12,6% em 2015

A Comissão Europeia reviu hoje em baixa a previsão da taxa de desemprego para 12,6% este ano, estando mais otimista do que o Governo, mas admite que a criação de emprego estabilize a partir do segundo semestre.

(Arquivo)

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© Francois Lenoir / Reuters

Nas previsões económicas de outono divulgadas hoje, Bruxelas revê em baixa a estimativa da taxa de desemprego em 0,8 pontos percentuais: na primavera, o executivo comunitário antevia uma taxa de desemprego de 13,4%, agora prevê que caia para os 12,6% em 2015.

Em abril, quando divulgou o seu mais recente cenário macroeconómico, o Governo antecipava uma taxa de desemprego de 13,2% no final deste ano, de 12,7% em 2016 e de 12,1% em 2017. Assim, a Comissão Europeia está mais otimista do que o Governo, mas admite que o ritmo de redução estabilize a partir do segundo semestre.

"A criação de emprego ganhou força na primeira metade do ano quando o emprego cresceu 1,3% (face ao período homólogo). Com a força de trabalho a encolher 0,7% no mesmo período devido a desenvolvimentos demográficos negativos, a taxa de desemprego caiu para 13%. No entanto, espera-se que o crescimento do emprego desacelere na segunda metade do ano e, consequentemente, que estabilize a taxas anuais de 0,7% em 2017", explica a Comissão Europeia.

Assim, estima Bruxelas, a taxa de desemprego em Portugal deve descer gradualmente para 11,7% em 2016 e 10,8% em 2017, previsões mais otimistas do que as da primavera, quando a Comissão previa que no próximo ano a taxa de desemprego descesse para 12,6%.

A Comissão Europeia prevê que as maiores quedas das taxas de desemprego este ano aconteçam em países que "implementaram reformas no mercado de trabalho, como Portugal e Espanha", enquanto países onde a taxa de desemprego já é baixa, como a Alemanha, não devem demonstrar grandes oscilações neste indicador.

Em 2016 e 2017, a taxa de desemprego "deve convergir" na União Europeia, uma vez que "as reduções mais significativas ocorrem também nos países com as taxas mais altas (como Espanha, Portugal e Chipre) e o desemprego deve diminuir menos rapidamente ou até aumentar nos Estados-membros onde as taxas de desemprego já são baixas".

Na quarta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou que a taxa de desemprego em Portugal manteve-se nos 11,9% no terceiro trimestre face ao trimestre anterior, mas caiu 1,2 pontos percentuais em termos homólogos.

Em termos anuais, segundo estimativas recolhidas pela agência Lusa, o BPI espera uma taxa de desemprego em 2015 de 12,6%, enquanto o Montepio e o Núcleo de Estudos sobre a Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica são mais otimistas, esperando uma taxa de desemprego de 12,4% e de 12,3% no final deste ano, respetivamente.

Lusa

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