sicnot

Perfil

Economia

OCDE põe em causa meta do défice para este ano

A OCDE piorou a estimativa do défice português para 3% este ano, considerando que o aumento da despesa acima do previsto e um aumento da receita abaixo do esperado vão dificultar que o país alcance a meta inscrita pelo Governo.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

"O Governo abrandou o ritmo de consolidação orçamental, e a despesa acima do orçamentado e um crescimento da receita mais baixo vão fazer com que seja mais difícil alcançar a meta de um défice de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015" defendida pelo Governo, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), nas previsões económicas de novembro (Economic Outlook) divulgadas hoje.

Nesse sentido, a organização liderada por Angel Gurría piorou a estimativa do défice para este ano em 0,1 pontos percentuais face às previsões divulgadas em junho: na altura, a OCDE antevia que o défice orçamental português atingisse 2,9% este ano, agora estima que seja de 3% do PIB.

A OCDE - num relatório preparado pelo departamento de Estudos Económicos liderado pelo ex-ministro Álvaro Santos Pereira - defende que "deve ser feito mais para reduzir a despesa pública" e que o Governo deve fazer uma avaliação do impacto do aumento de impostos dos últimos anos, defendendo uma carga fiscal que "apoie mais o crescimento económico, o ambiente e a equidade".

Quanto aos próximos anos, a organização continua a estimar que o défice orçamental português fique nos 2,8% em 2016 e apresenta agora uma primeira estimativa para 2017, antevendo que o défice desça para os 2,6% nesse ano.

O Governo de Pedro Passos Coelho mantém como meta reduzir o défice para 2,7% este ano. Para os próximos anos, estimou uma redução do défice para 1,8% em 2016 e para 1,1% do PIB em 2017, segundo o Programa de Estabilidade 2015-2019, apresentado em abril.

A OCDE piorou também ligeiramente a estimativa da dívida pública na ótica de Maastricht, prevendo agora que represente 128,2% do PIB, quando em junho antevia que representasse 127,7% do PIB.

Para 2015, o Governo antecipa uma dívida pública de 125,2% do PIB, de acordo com a segunda notificação a Bruxelas, estimando depois que desça para 121,5% em 2016 e para 116,6% do PIB em 2017, de acordo com o Programa de Estabilidade.

A organização sediada em Paris afirma que o rácio da dívida sobre o PIB "continua a um nível desconfortavelmente alto" e que a previsão de reduções défice modestas, bem como um potencial de crescimento da economia baixo, "não serão suficientes" para a colocar "num caminho de descida firme".

Ainda assim, a OCDE admite que o saldo primário (excluindo o peso dos juros com a dívida pública) seja positivo no final deste ano, "quebrando uma longa série de mais de 20 anos de défices consecutivos".

Lusa

  • "Putin é uma ameaça maior do que o Daesh"
    0:24

    Mundo

    O senador norte-americano John Mccain atacou Vladimir Putin dizendo que é uma ameaça maior do que o Daesh. O antigo candidato à Casa Branca acusa a Rússia de querer destruir a democracia ao tentar manipular o resultado das presidenciais dos Estados Unidos.

  • "Não podemos fazer de Lisboa uma cidade para turistas"
    2:44

    Opinião

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite da SIC, o mandato de Fernando Medina na Câmara de Lisboa. O comentador da SIC defendeu que o autarca tem "muitos problemas por resolver" e que a Câmara tem investido "mais na recuperação de zonas em que os lisboetas praticamente não conseguem ir". Sousa Tavares disse ainda que Lisboa não pode ser uma cidade para turistas.

    Miguel Sousa Tavares

  • "É muito importante ceder à tentação de se abolir a liberdade"
    1:06
  • Menos casos de sida em Portugal
    1:44