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OCDE prevê recessão no Brasil em 2016 e lenta recuperação a partir de 2017

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera que o Brasil vai enfrentar uma recessão de 3,1% este ano e de 1,2% em 2016, crescendo apenas 1,8% no ano seguinte.

© Sergio Moraes / Reuters

"Projetamos que a recessão se prolongue para 2016, devido ao necessário ajustamento orçamental, política monetária mais restritiva para conter a inflação e uma falta de confiança dos investidores relacionada com a incerteza política", escrevem os peritos da OCDE no 'Economic Outlook', um relatório sobre as perspetivas económicas mundiais, hoje divulgado em Paris.

No documento, os analistas afirmam que em 2017 deverá ocorrer uma "lenta recuperação", alicerçada na melhoria da confiança nas políticas macroeconómicas, mas alertam que "o desemprego deve aumentar ainda mais em 2016".

O Brasil, dizem, "entrou em recessão por causa dos baixos níveis de confiança, da incerteza política e dos preços das matérias-primas mais baixos".

As perspetivas de uma melhoria rápida na balança comercial deterioraram-se, "o que levou a que a dívida soberana do Brasil fosse revista em baixa para o nível abaixo de investimento" pelas agências de 'rating' este ano, o que, por sua vez, faz com que "recuperar a confiança nas políticas macroeconómicas continue a ser a prioridade", apesar de a recessão tornar a contenção orçamental muito difícil.

Os analistas alertam que a médio prazo o estabelecimento de um crescimento económico mais forte vai depender do sucesso das reformas estruturais, "incluindo uma reforma abrangente dos impostos indiretos, a descida das barreiras ao comércio e a redução do peso administrativo".

Lusa

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