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Consórcio Gateway admite ficar minoritário na TAP

O consórcio Gateway, que venceu o concurso da privatização da TAP em junho passado, admitiu hoje, em entrevista ao Diário Económico, ficar em posição minoritária na empresa caso o PS decida reverter o processo.

David Neelmen e Humberto Pedrosa assinam documentos de venda da TAP a 24 junho 2015.

David Neelmen e Humberto Pedrosa assinam documentos de venda da TAP a 24 junho 2015.

Lusa

Em entrevista publicada hoje no Diário Económico, Humberto Pedrosa admitiu ficar em posição minoritária caso um eventual Governo liderado por António Costa decida reverter o processo de privatização, mas avança que tal decisão dependerá "das condições" que forem propostas pelo novo executivo.

O líder do consórcio vencedor da privatização da companhia aérea nacional, e que passou a deter 61% do capital, revelou ao jornal económico que "ficar minoritário ou não, vai depender das condições", admitindo que "está disponível para conversar".

No entanto, o empresário considerou que "não há condições para o Estado reverter a totalidade da privatização", avançando que a companhia tem "a hipótese de ter um novo acionista que reúne todas as condições para fazer da TAP uma nova empresa".

O novo dono português da TAP explicou ao Diário Económico que o consórcio que integra, juntamente com o empresário David Neelman, está "preparado para tudo", sublinhando que analisará "todos os cenários, incluindo o de poder recorrer para os tribunais devido a uma eventual revogação do contrato".

Humberto Pedrosa revelou ainda que o contrato assinado com o Governo português "não tem prevista nenhuma cláusula de indeminização" e frisou que "o fecho do contrato ainda não está feito".

"Estava previsto que viesse a acontecer durante esta semana, mas tem implícito obviamente a devolução do que já pagamos e as despesas que tivemos com a operação", lembrou.

O líder do consórcio afirmou também não saber se o Governo "tem ou não condições para fechar a operação" ou se o deixa para o próximo executivo, mas, apesar da incerteza, reconheceu estar tranquilo.

"Estou bastante entusiasmado com a compra da TAP e isso cria-nos grandes expetativas de fazer uma boa companhia. Se esta hipótese for gorada, fico naturalmente triste. Tenho pena, mas também posso dizer que fico aliviado, uma vez que será menos trabalho e menos responsabilidade", revelou ao Diário Económico.

Para que a operação esteja concluída falta ainda a autorização da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), que, deverá acontecer ainda esta semana, de acordo com o diário.

Lusa

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