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Lufthansa melhora condições de negociação para terminar com greve do pessoal de cabine

A administração da companhia aérea alemã Lufthansa decidiu melhorar as condições da negociação do contrato coletivo de trabalho para pôr fim à greve do pessoal de cabine iniciada na sexta-feira.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Louis Nastro / Reuters

Em comunicado hoje enviado, a empresa de aviação explica que a administração propôs aos trabalhadores um aumento de 2.000 até 3.000 euros no pagamento único aos 19.000 assistentes de bordo.

Comprometeu-se ainda a pagar pré-reformas a partir dos 55 anos e não dos 56 conforme tinha proposto anteriormente e a melhorar em 1,7% os salários dos trabalhadores a partir de 01 de janeiro de 2016.

A proposta foi conhecida no final do dia de segunda-feira mas ainda assim, os trabalhadores decidiram manter a paralisação agendada para hoje.

De acordo com a administração da Lufthansa, a companhia oferece já remunerações e benefícios acima da média do setor, mas apesar disso, o sindicato (UFO) insiste em prosseguir com esta paralisação, numa atitude "irresponsável" e "sem precedente na Alemanha".

"Esta greve está a ser feita à custa dos passageiros e dos mais de 100 mil trabalhadores do grupo Lufthansa. Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para acabar com esta paralisação. E para que os nossos clientes não tenham mais transtornos decidimos melhorar uma vez mais a nossa oferta", disse a administradora responsável pela área dos recursos humanos, Bettina Volkens.

A Lufthansa agendou para hoje uma reunião com o sindicato do setor para discutir os detalhes da nova oferta e parar "imediatamente" com a greve.

"Será difícil melhorar novamente a nossa oferta", refere no comunicado Karl Ulrich Garnadt, membro do conselho de administração e presidente executivo da Lufthansa German Airlines.

A greve da Lufthansa não deverá ter impacto hoje nos voos agendados para os aeroportos portugueses, segundo fonte da empresa.

Ao quarto dia de greve do pessoal de cabine, a Lufthansa cancelou hoje 136 voos com origem ou destino nos aeroportos de Frankfurt, Munique e Dusseldorf: 126 são intercontinentais e os restantes dez são voos de ligações dentro da Europa.

"Os voos cancelados são praticamente todos intercontinentais e fazem escala na Alemanha. Por isso, a greve de hoje não deverá afetar os voos" com chegada ou partida previstas para os aeroportos portugueses, disse fonte da transportadora alemã à agência Lusa.

Também o gabinete de imprensa da ANA, Aeroportos de Portugal, confirmou esta situação à Lusa, afirmando que o primeiro voo com saída na Portela e com destino a Frankfurt foi realizado e que "os restantes ainda não saíram mas não existe qualquer indicação de cancelamento até ao momento".

De acordo com a companhia, a greve, que deverá terminar dia 13, não terá grande impacto nos voos domésticos nem europeus.

No entanto, os 136 cancelamentos previstos para hoje vão afetar cerca de 27.300 passageiros, segundo dados da maior companhia de aviação alemã, que na segunda-feira prejudicou cerca de 113 mil pessoas, devido à suspensão de 929 voos (cerca de metade dos agendados para esse dia).

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