sicnot

Perfil

Economia

Sindicato do Pessoal de Voo mantém defesa dos trabalhadores após privatização da TAP

O dirigente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) Nuno Fonseca disse hoje que a estrutura continua a ser contra a privatização da TAP, mas que o "objetivo de defesa dos trabalhadores" se mantém.

© Rafael Marchante / Reuters


O membro do SNPVAC reagia assim, em declarações à agência Lusa, à assinatura do acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP anunciado na quinta-feira à noite pela Parpública.

"O sindicato tem uma posição contrária a este processo de privatização. Tem-na desde o início e não a vai alterar. No entanto, a posição do sindicato é uma posição acima de tudo de defesa dos seus associados e dos trabalhadores que representa", referiu.

Nuno Fonseca salientou que todo o processo foi "feito em cima do joelho, muito escondido e cheio de secretismos".

"Tanto quanto conseguimos saber oficialmente, não houve assinatura nenhuma. Ouvimos que terá sido assinado ontem [quinta-feira] à noite. Por outro lado, temos uma resolução do conselho de ministros que não foi publicada em Diário da República", declarou.

O sindicalista lembrou que o Governo tomou a decisão de privatizar a TAP porque a empresa estava numa situação financeira grave.

"Mas será mesmo que a situação é tão grave na TAP neste momento que não podiam aguardar, e, a ser verdade, é fruto de uma má gestão ou de uma gestão propositada que levou a empresa a estar nesta situação", questionou, em declarações à Lusa.

Nuno Fonseca recordou que, quando se falou em avançar com processos de privatização da TAP em 1998/1999 e em 2011, também já se "falava na situação financeira [difícil] da empresa".

"Dizia-se que a TAP não ia sobreviver, mas na realidade sobreviveu e continuou bem", vincou.

"A posição do sindicato é a de olhar para a TAP como uma parceira para atingir objetivos que sejam benéficos para ambas as partes. Não interessa se o dono da TAP é o Estado ou é privado. Não muda em nada a defesa pelos trabalhadores", reforçou.

O Governo aprovou quinta-feira em Conselho de Ministros a minuta final do processo de venda de 61% da TAP ao consórcio Gateway, alegando que a celebração desse contrato é uma necessidade urgente e inadiável, enquadrando-se, portanto, nas competências de um executivo em gestão.

A 13 de outubro passado, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) deu parecer positivo à venda da TAP ao consórcio Gateway, mas pediu esclarecimentos sobre a estrutura acionista do consórcio comprador, para verificar se ela é controlada pelo português Humberto Pedrosa, como as regras europeias impõem.

  • Conselho de Ministros aprova venda da TAP ao consórcio Gateway

    Economia

    O Conselho de Ministros aprovou há instantes a venda da TAP ao consórcio Gateway. O Governo diz que a decisão permite que entrem na TAP 150 milhões de euros, assim que o acordo for assinado pela Parpública, ainda hoje, garantiu a secretária de Estado do Tesouro, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

  • PCP avança com projeto de lei para reverter privatização da TAP

    Economia

    O grupo parlamentar do PCP apresentou hoje no parlamento um projeto de lei para cancelar e reverter a privatização da transportadora aérea TAP, anunciou o líder da bancada comunista, João Oliveira, em conferência de imprensa. Os comunistas consideram que decisão da venda não é legítima e viola a Constituição.

  • O processo de venda da TAP

    Economia

    O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a minuta final do acordo para a privatização da TAP, acrescentando que a cerimónia da venda ao consórcio Gateway, de Humberto Pedrosa e de David Neeleman, decorrerá em privado.

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.