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Empresário próximo de Lula preso sob suspeita de ilegalidades no caso Petrobras

O empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-Presidente Lula da Silva, foi preso hoje sob suspeita de cometer ilegalidades em contratos com a Petrobras, durante a 21.ª fase da Operação Lava Jato.

© Sergio Moraes / Reuters

Bumlai é acusado pelo Ministério Público Federal brasileiro de utilizar contratos assinados com a petrolífera brasileira para saldar empréstimos bancários destinados a financiar o Partido dos Trabalhadores (PT), que tem entre os filiados Lula da Silva e a actual Presidente, Dilma Rousseff.

Segundo informações do Ministério Público divulgadas pela imprensa brasileira, empresas do grupo Schahin, o mesmo do banco que realizou o empréstimo a Bumlai, obtiveram o contrato de operação de um navio-sonda da Petrobras sem qualquer concurso.

O principal empréstimo do banco que está a ser investigado foi de 12 milhões de reais (3 milhões de euros) na época, dívida que foi perdoada e escondida com um registo de pagamento falso.

O empresário foi denunciado em depoimentos de outros suspeitos investigados pela Operação Lava Jato, os quais fizeram um acordo com a Justiça para a troca de informações por uma redução na pena, entre eles Salim Schahin, do grupo de mesmo nome.

Outro delator é o lobista Fernando Soares, chamado de "baiano", em cujo depoimento afirmou que Bumlai recebeu 2 milhões de reais (500 mil euros) em suborno para ser intermediário de um contrato com Lula da Silva, a quem chamava de "barba".

De acordo com o Ministério Público e com o juiz responsável pelo caso, Sérgio Moro, não há comprovação sobre a participação do ex-Presidente no caso.

A Polícia Federal brasileira solicitou hoje ao Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) do país os contratos de empréstimo para Bumlai, para investigá-los.

Bumlai, citado pela Folha de São Paulo, nega ter usado contratos da Petrobras para pagar o empréstimo e afirma tê-lo feito com embriões de gado.

O Partido dos Trabalhadores, citado pelo portal de notícias G1, não vai comentar esta detenção. O portal informou ainda ter entrado em contacto com o Banco Schahin, e não ter obtido resposta.

Lusa

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