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Turismo de Portugal acredita que receitas ultrapassem 11.500 milhões em 2015

O presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, afirmou esta sexta-feira que acredita que no final deste ano vão ser ultrapassados os 11.500 milhões de euros em receitas turísticas.

© Rafael Marchante / Reuters

Aquele responsável falava à margem do seminário Welcome Chinese, que se realizou hoje em Lisboa, tendo dito aos jornalistas que "Portugal vai bater de novo este ano os máximos históricos em todas as variáveis do turismo", o que considera ser "uma marca realmente notável".

Em 2014, as receitas do turismo em Portugal aumentaram 12,4%, face ao ano anterior, para 10.393 milhões de euros.

Em fevereiro deste ano, o então secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, quando apresentou estes números afirmou: "O banco central confirmou que 2014 foi o melhor ano do turismo em Portugal, em que todos os recordes foram batidos".

Já para 2016, João Cotrim de Figueiredo admitiu que "tudo aponta no mesmo sentido" e que Portugal está em condições de "poder ter um ano cheio de recordes".

O presidente do Turismo de Portugal referiu ainda que os mercados emissores que mais têm crescido em Portugal são o alemão, com um crescimento de 13% este ano em número de turistas e quase 25% em receitas, o francês, que continua com "uma grande pujança" e vai reforçar este ano, além de ser o que mais gasta.

Este ano, Espanha lidera em número de turistas, o Reino Unido em dormidas, a França em receitas e Itália tem dado provas de grande dinamismo, afirmou.

Cerca de 85% das entradas de turistas em Portugal são da Europa, mas o número de turistas chineses tem vindo a aumentar.

O seminário contou com a participação da China Turismo Academy (organismo equivalente naquele país asiático ao Turismo de Portugal), facto que sinaliza o interesse da China no mercado turístico português.

De acordo com o responsável pelo Turismo de Portugal, "Portugal vai continuar a depender, por muitos anos, dos turistas dos mercados europeus".

No entanto, "é importante que se prepararem alternativas em mercados emergentes, caso do Brasil, China e dos Estados Unidos".

"Nos próximos dois anos, a China deverá entrar no top 10 dos mercados emissores para Portugal", afirmou.

"Os turistas chineses deveriam atingir, para que isso se concretizasse, um número na ordem dos 300.000 a 350.000. Acredito que possam lá chegar", frisou ainda.

Além do mais, os turistas chineses gastam através de cartões de pagamento eletrónico 500 euros por estadia em Portugal, sendo que a estadia média destes turistas é de 1,6 dias, "o que dá 300 euros por dia", concluiu.

Lusa

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