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Nobel da Economia defende aumento de impostos para empresas

O Nobel da Economia Joseph Stiglitz defendeu esta terça-feira o aumento de impostos de forma progressiva e para as empresas portuguesas que não investem no país e considerou que há uma "esperança considerável" no novo Governo.

Joseph Stiglitz, que venceu o Nobel da Economia em 2001, já tinha sugerido que os impostos sobre as empresas podem ser reduzidos para empresas que investissem no país e aumentados para empresas que não o fizessem. (Arquivo)

Joseph Stiglitz, que venceu o Nobel da Economia em 2001, já tinha sugerido que os impostos sobre as empresas podem ser reduzidos para empresas que investissem no país e aumentados para empresas que não o fizessem. (Arquivo)

© Victor Ruiz Garcia / Reuters

"Acho que há uma esperança considerável no novo Governo. Acredito que o novo Governo está a tentar descobrir como promover o crescimento económico com os constrangimentos da zona euro", disse Joseph Stiglitz aos jornalistas após a conferência 'Desigualdade num Mundo Globalizado', que decorreu ao final da tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O economista norte-americano considerou que Portugal deve "focar-se na estratégia de crescimento económico", defendendo que deve ser baseada, em parte, "num aumento de impostos que não magoe a economia".

"Acho que há margem para aumentar impostos de uma forma progressiva. Ou seja, sem magoar os mais pobres, que foi o que aconteceu no passado", considerou o professor universitário.

Joseph Stiglitz, que venceu o Nobel da Economia em 2001, já tinha sugerido, durante a conferência, que os impostos sobre as empresas podem ser reduzidos para empresas que investissem no país e aumentados para empresas que não o fizessem.

Lembrando que alguns países avançaram com a redução dos impostos sobre as empresas durante o período de austeridade, como Portugal, o professor universitário disse que "não há provas de que leve a mais investimento".

Admitindo que "ninguém gosta de impostos", o Nobel da Economia disse que eles são importantes para "investir em pessoas, infraestruturas e tecnologias, o que cria oportunidades para um crescimento económico de longo prazo".

O anterior Governo PSD/CDS-PP aprovou uma reforma do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) que reduziu a taxa nominal deste imposto para 21% este ano e pretendia reduzi-la para 17% até 2019.

Lusa

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