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Levantadas proibições no mercado de capitais na Grécia

O Ministério das Finanças da Grécia anunciou hoje que levantou as limitações impostas em junho no mercado de ações, mas mantendo a proibição de venda a descoberto sobre as ações de seus principais bancos.

(Arquivo)

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© Yiannis Kourtoglou / Reuters

"As limitações de transações nos mercados de capitais gregos estão levantadas", refere decreto publicado no diário oficial grego na segunda-feira.

Durante a proibição, a bolsa de valores funcionou normalmente para os investidores estrangeiros, mas para os investidores nacionais não, que foram incapazes de financiar a compra de títulos ou tirar dinheiro de suas contas bancárias na Grécia.

Apesar desta decisão, o regulador do mercado de capitais grego esclareceu que mantinha até 21 de dezembro a restrição de venda a descoberto ('short selling') de ações dos cinco maiores bancos do país.

"A decisão foi tomada tendo em conta o facto de que o processo de recapitalização das instituições de crédito gregas está em andamento", disse o regulador.

A venda a descoberto ocorre quando os investidores vendem ações que não possuem, em antecipação de uma queda no seu preço, na esperança de fazer um lucro no processo, podendo alimentar a volatilidade do mercado.

Os controles de capitais foram impostas em junho quando os receios da Grécia ser expulsa da zona do euro causou uma corrida aos depósitos bancários.

Mais tarde, a Grécia acordou com mais um resgate de 86 mil milhões de euros com os credores internacionais e, no início de setembro, a proibição da venda a descoberto foi levantada para derivados de ações.

Sob o estímulo do Banco Central Europeu, os maiores bancos do país adotaram no início de novembro uma estratégia de entrada de capital fresco como forma de compensar a perda de depósitos e os empréstimos considerados como perdidos.

Dois desses bancos, o Eurobank e o Alpha Bank, conseguiu capitalizar-se com fundos privados, renunciando ao dinheiro do resgate por completo, enquanto o Piraeus Bank e Banco Nacional da Grécia precisam desse financiamento.

Lusa

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