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Moody's baixa nota da Petrobras e alerta para perspetiva de maiores cortes

A Moody's baixou, esta quarta-feira, o 'rating' da petrolífera estatal brasileira Petrobras, que passou de Ba2 para Ba3 (ambos considerados especulativos) e alertou para a perspetiva de uma maior revisão em baixa no futuro.

Reuters

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"Estas ações de qualificação refletem os altos riscos de refinanciamento da Petrobras numa altura de deterioração das condições da indústria que fazem com que seja mais difícil alcançar liquidez mediante a venda de ativos", indicou a agência de notação financeira norte-americana em comunicado.

Além disso, a Moody's apontou que na revisão em baixa da nota também influiu o anúncio, esta quarta-feira, pela propria agência de que pode vir a cortar mais a qualificação de crédito do Brasil, como consequência da abertura do processo de destituição contra a Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

"O início do processo de destituição contra a Presidente no início de dezembro causa mais dúvidas na perspetiva de cooperação entre o Congresso e a presidência para a aprovação de importantes medidas de consolidação fiscal para 2016", assinala a agência.

A Moody's foi a primeira das três grandes agências de qualificação de risco a colocar a Petrobras no nível conhecido como "lixo", o que pode levar muitos fundos de investimento conservadores a desfazerem-se das suas ações na empresa.

A Petrobras, a maior empresa do Brasil e responsavel por cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB), figura no centro de uma investigação sobre uma rede de corrupção que, segundo as suspeitas, opera desde a década de 1990 e desviou uma soma, ainda não especificada, mas estimada em milhares de milhões de dólares.

Lusa

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