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Paul Krugman defende que zona euro precisa de "verdadeira união bancária"

O economista Paul Krugman afirmou hoje em Lisboa que a zona euro precisa de "uma verdadeira união bancária" europeia, considerando que pensar que "a responsabilidade de apoiar os bancos em tempos difíceis é nacional é basicamente uma ideia maluca".

MIGUEL A. LOPES

"Em primeiro lugar, uma coisa que é absolutamente óbvia que tem de ser feita - e era insano não o fazer - é uma verdadeira união bancária", afirmou Krugman, que está em Lisboa para participar numa conferência de homenagem a José Silva Lopes, promovida pelo Banco de Portugal.

Para o Nobel da Economia de 2008, "a ideia de que a responsabilidade de apoiar os bancos em tempos difíceis deve ser [uma responsabilidade] de nível nacional é basicamente maluca e é impor um risco constante".

O economista entende que "é errado pensar nestas crises bancárias puramente como responsabilidade dos países onde elas ocorrem" e deu o exemplo da crise de 2008 nos Estados Unidos da América.

"Foi muito regional, não foi um problema nacional: 80% das perdas foram num só Estado, no Estado do Texas. Mas o Texas não teve de pagar por isso, o orçamento nacional é que pagou", recordou Krugman.

O professor da Universidade de Princeton deu um exemplo de como funcionaria uma "verdadeira união bancária" na zona euro: "Imaginem Portugal a enfrentar a 'troika' e a pedir 25% do PIB [Produto Interno Bruto] como presente. É isso que deve acontecer se tiverem uma verdadeira união bancária".

Krugman considera que isto "tem de acontecer" mas admite que "vai levar alguns anos e [que] não vai ser retrospetivo", sublinhando que a Europa tem de ter em mente que "da próxima vez podem ser os países do Norte" a precisar de ajuda europeia.

O segundo aspeto que Paul Krugman referiu foi a necessidade de haver "uma verdadeira união orçamental" na zona euro, considerando que "este é um sonho distante, mas [que] talvez seja possível convencer as pessoas de que nunca se sabe quem é que vai estar em perigo" a seguir.

O académico referiu-se à economia alemã em 1999, que "era muito deprimida" e que "conseguiu tornar-se próspera, criando grandes excedentes comerciais, em contrapartida de grandes défices comerciais na Europa do Sul".

Krugman referiu que o contrário não se verificou agora e destacou que os países do sul enfrentaram "uma austeridade severa", mas que "não houve uma aceleração da inflação na Alemanha".

O economista reconheceu que "tudo isto é muito difícil de ver, não tecnicamente, porque as ferramentas estão lá", mas essencialmente pela "vontade política" que seria necessária a nível europeu.

Ainda assim, Krugman considera que, numa perspetiva retrospetiva, pode dizer-se que "a Europa ainda é uma incrível história de sucesso" e que "a capacidade de Portugal de se tornar parte desta história é também uma história incrível de sucesso".

"Lembro-me como era: isto não era um sítio onde as pessoas tinham a certeza de que faziam parte [da Europa], era um sítio onde as pessoas não tinham a certeza que era democrático. Acabou por ser e isso é maravilhoso e houve progresso económico", recordou.

No entanto, Krugman sublinhou que os problemas da economia portuguesa não estão todos resolvidos: "Agora [Portugal] está numa situação muito difícil, o desemprego é muito elevado e seria ainda mais elevado se as pessoas não estivessem a sair, ainda é uma economia fraca".

Lusa

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