sicnot

Perfil

Economia

Estivadores dizem à Maersk que são vítimas de difamação sobre atrasos no Porto de Lisboa

O Sindicato dos Estivadores enviou uma carta à Maersk a explicar a sua versão sobre os atrasos no Porto de Lisboa, que levaram o grupo dinamarquês a suspender as escalas, queixando-se de ser vítima de difamação.

© Nacho Doce / Reuters

"Os estivadores estão a ser vítimas de uma campanha de difamação", disse à Lusa o presidente do sindicato, António Mariano, tendo enviado uma carta à Maersk para esclarecer o grupo sobre "a verdade dos factos" do congestionamento de navios que se tem agravado no Porto de Lisboa.

Em declarações à Lusa, o dirigente sindical disse que os estivadores estão a ser "o bode expiatório" de uma situação que não provocaram, porque "se todo o trabalho portuário no Porto de Lisboa se mantivesse tal como estava em 14 de setembro, mesmo com o pré-aviso de greve em vigor, estaria a funcionar normalmente".

Desde então, explicou, deixaram de ser colocados na escala de trabalho 50 trabalhadores eventuais, que há oito anos prestavam trabalho exclusivo no Porto de Lisboa, por não terem aceitado a mudança do contrato proposto pelos empregadores.

As enormes limitações laborais no Porto de Lisboa "nada têm a ver com os pré-avisos de greve, mas sim com a vontade dos operadores em não deixar trabalhar os 50 trabalhadores", versão relatada ao grupo dinamarquês Maersk, que suspendeu as escalas em Lisboa nas carreiras para África e Brasil, passando a operar nos portos de Leixões e Sines.

Esta greve dos estivadores no Porto de Lisboa, que começou a 14 de novembro, data em que caducou o acordo coletivo de trabalho, e se prolonga pelo menos até 21 de janeiro depois de um novo pré-aviso na terça-feira, avança apenas se os operadores contratarem "trabalhadores estranhos à profissão", como o sindicato designa os contratados depois de 15 de setembro.

Com as empresas impossibilitadas de recrutar mão-de-obra nova - para evitar uma greve - e limitadas a 250 horas extraordinárias anuais, existem atrasos de quatro a cinco dias na carga e descarga de navios, segundo a presidente da Administração do Porto de Lisboa.

O Sindicato dos Estivadores já tinha escrito à Hapag-Lloid, quando também decidiu transferir as operações do Porto de Lisboa para o de Leixões.

Lusa

  • Prisão preventiva para homicida de Barcelos
    1:43

    País

    O alegado homicida de Barcelos vai ficar em prisão preventiva, por quatro crimes de homicídio. Adelino Briote foi ouvido este sábado de manhã no Tribunal de Braga, depois de na sexta-feira ter alegadamente degolado quatro pessoas na freguesia de Tamel, em Barcelos.

  • Morte de portuguesa no Luxemburgo afinal não aconteceu

    País

    A morte de uma portuguesa em Bettembourg, no sul do Luxemburgo, não terá acontecido. O Jornal do Luxemburgo avançou, esta manhã, que a emigrante portuguesa tinha sido baleada mortamente pelo filho, uma informação entretanto desmentida por outro jornal online. Segundo o Bom Dia Luxemburgo, o que aconteceu foi afinal uma rusga policial.

  • Estamos quase na hora de verão

    País

    Esta madrugada muda a hora. Quando for 1h00, os relógios adiantam para as 2h00. Será uma noite com menos tempo de sono, mas os dias vão ficar mais longos com o chamado horário de verão.

  • Hora do Planeta, apagam-se as luzes para despertar consciências
    2:19
  • Milhares nas cerimónias fúnebres de dirigente do Hamas

    Mundo

    Milhares de palestinianos participaram nas cerimónias fúnebres de um dirigente do Hamas, assassinado esta sexta-feira, na Faixa de Gaza. Vários homens armados acompanharam o cortejo fúnebre até à mesquita, onde se fizeram as últimas orações.