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EDPR vende posição em ativos eólicos na Polónia e Itália à China Three Gorges

A EDP Renováveis (EDPR) anunciou hoje que chegou a acordo com a ACE Poland e Ace Italy, da China Three Gorges, para a venda de uma posição acionista representativa de 49% do capital social por 392 milhões de euros.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDPR, detida em 77,5% pela EDP, refere que através da sua subsidiária EDP Renewables Europe "chegou hoje a um acordo com a ACE Poland e ACE Italy, ambas detidas a 100% pelo ACE Investment Fund LP" para a venda de "uma participação acionista representativa de 49% do capital social e suprimentos relativos a um portefólio de ativos eólicos de 598 MW [megawatts] de capacidade na Polónia e em Itália, por um preço global de 392 milhões de euros".

A ACE Investment Fund LP é uma entidade participada pela China Three Gorges Hong Kong, subsidiária integral da China Three Gorges (CTG).

"O perímetro da transação abrange 392 MW de parques eólicos em operação na Polónia e 100 MW em Itália, com uma vida média de quatro anos, assim como 107 MW em fase de construção na Polónia e em Itália", refere a EDPR.

Tendo em conta o preço global da transação, o 'enterprise value' (EV) implícito para a totalidade dos ativos ascende a 1.040 milhões de euros, distribuídos por 800 milhões de euros de capitais próprios e suprimentos (incluindo o montante de investimento esperado para os projetos atualmente em fase de construção) e 240 milhões de euros relativos a dívida externa.

De acordo com a EDPR, o múltiplo EV/MW ('enterprise value'/megawatts) "implícito na transação ascende a 1,74 milhões de euros por MW", adiantando que a operação está sujeita à prévia obtenção de autorizações regulatórias e outras condições precedentes, com a conclusão prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

"O acordo hoje alcançado insere-se no contexto da parceria estratégica estabelecida entre a EDP e a CTG, em relação ao investimento total de dois mil milhões a efetuar pela CTG (incluindo cofinanciamento de investimento operacional) em projetos de produção de energia renovável operacionais e prontos a construir", conclui a EDPR.

Lusa