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David Cameron pede ajuda à Alemanha para evitar 'Brexit'

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu hoje à Alemanha que o ajude a realizar as reformas à União Europeia que considera necessárias para persuadir os britânicos a permanecerem no bloco.

© Francois Lenoir / Reuters


O Reino Unido vai referendar a permanência do país na União Europeia no final de 2017. Cameron encontra-se agora na Alemanha para renegociar as ligações à União, de modo a aumentar o seu poder de negociação com os eurocéticos britânicos.

"O apoio à nossa adesão tem vindo a cair ao longo dos anos. Por isso estou a negociar mudanças que vão ao encontro das preocupações dos britânicos", escreveu Cameron, num artigo hoje publicado no jornal alemão Bild.

"Mas estas mudanças vão também beneficiar a União Europeia, e a Alemanha pode ajudar concretizá-las", afirmou.

Cameron pede uma redução da burocracia e uma maior transferência de poderes de Bruxelas para os Estados-membros.

O primeiro-ministro pretende também que o Reino Unido fique protegido de uma maior integração europeia e de decisões económicas tomadas pelos 19 membros da União que usam o euro.

Se estes pedidos não geraram grande oposição, outro ponto tem sido mal recebido: Cameron deseja limitar os benefícios sociais para os migrantes europeus nos seus primeiros quatro anos de estadia no Reino Unido.

Os críticos da medida defendem que vai lesar os princípios de não-discriminação entre cidadãos da União Europeia e de liberdade de movimentação entre Estados-membros.

Apesar de Angela Merkel apoiar, em termos gerais, a posição do Reino Unido, já sublinhou que "as conquistas fundamentais da integração europeia" não estão abertas a debate.

"Queremos impedir que as pessoas beneficiem de um sistema de segurança social sem que tenham primeiro contribuído para ele", escreveu Cameron.

"Tal como a Alemanha, o Reino Unido acredita no princípio de liberdade de movimentação dos trabalhadores. Mas isso não deve significar a liberdade, que agora existe, de reclamar todos os benefícios sociais desde o primeiro dia, e é por isso que propus limitá-los nos primeiros quatro anos", desenvolveu o primeiro-ministro.

Lusa

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