sicnot

Perfil

Economia

Governo nomeia nova administração para Metro de Lisboa

Governo nomeia nova administração para Metro de Lisboa

O Governo quer envolver os municípios na gestão de transportes públicos. No final do conselho de ministros, o ministro do Ambiente anunciou a nova administração da Metro de Lisboa e avançou com o periodo de um mês para anulação das concessões e privatizações em curso dos transportes colctivos de Lisboa e Porto.

Tiago Lopes Farias vai ser o novo presidente do Conselho de Administração da Metro de Lisboa, segundo uma resolução aprovada hoje em Conselho de Ministros.

A nova administração conta ainda com os vogais Luís Barroso, António Pires, José Realinho de Matos e Maria Helena Campos.

A alteração deve-se à "mudança na orientação política" que prevê o reforço das competências nas autarquias na área dos transportes e a anulação das "concessões e privatizações" em curso dos transportes coletivos de Lisboa e Porto, adianta o comunicado do Conselho de Ministros.

A designação do Conselho de Ministros refere apenas o Metro de Lisboa, mas a nova administração é comum à rodoviária Carris e à Transtejo e Soflusa (transporte fluvial). Todas estas empresas estão atualmente agregadas na 'holding' Transportes de Lisboa.

Segundo o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, o Metro de Lisboa, a Carris e a Transtejo (que engloba a Soflusa) têm estatutos diferentes e só a primeira reclamava uma decisão envolvendo o Conselho de Ministros.

O governante disse ainda que espera concluir a reversão da subconcessão dos transportes de Lisboa e Porto dentro de um mês, adiantando que as empresas não deverão receber qualquer compensação.

O processo de subconcessão das empresas públicas de transporte de Lisboa e Porto foi lançado pelo Governo PSD/CDS-PP, constava do Plano Estratégico dos Transportes 2011-2015 e foi alvo de uma grande contestação por parte dos sindicatos, autarquias e partidos políticos.

No parlamento, foram apresentados 10 projetos de lei e de resolução apresentados pelo PS, PCP, BE e Os Verdes para o cancelamento e a reversão dos processos de subconcessão.

O Governo PSD/CDS-PP tinha atribuído a concessão das empresas em Lisboa ao grupo espanhol Avanza, o Metro do Porto à Transdev e a rodoviária STCP -- Sociedade de Transportes Coletivos do Porto à Alsa, do Grupo Nacional Express.

Os contratos aguardavam visto prévio do Tribunal de Contas para entrarem em vigor quando o Governo PS entrou em funções e decidiu suspender o processo de obtenção de visto prévio.

  • Proteção Civil alerta para inundações pontuais no país
    1:27