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Portugal emite até 20.000 M€ em dívida de médio e longo prazo em 2016

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) espera emitir, em termos brutos, 18 a 20 mil milhões de euros em dívida de médio e longo prazo em 2016, "combinando sindicatos e leilões" e assegurando "no mínimo" um leilão de Obrigações do Tesouro (OT) por trimestre.

(Arquivo)

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O IGCP divulgou hoje o programa de financiamento para este ano, em que indica que as necessidades de financiamento líquidas do Estado deverão situar-se "em cerca de sete mil milhões" de euros.

De acordo com o programa, a estratégia de financiamento do Estado em 2016 "centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública nos mercados financeiros em euros com realização regular de emissões de OT para promover a liquidez e um funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário".

A entidade liderada por Cristina Casalinho prevê emissões brutas de Obrigações do Tesouro entre os 18 e os 20 mil milhões de euros, "combinando sindicatos e leilões, assegurando no mínimo um leilão por trimestre".

Os leilões terão a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro (OEVT) e Operadores de Mercado Primário (OMP).

Quanto ao retalho, o IGCP antecipa uma contribuição positiva de 1,7 mil milhões de euros através destes produtos destinados a captar a poupança das famílias, como os certificados de aforro e do tesouro.

Já quanto à dívida de curto prazo, o IGCP espera que "o financiamento líquido resultante da emissão de BT [Bilhetes do Tesouro] resultará num impacto nulo" e refere que "será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva, combinando prazos curtos com prazos longos".

A agência que gere a dívida pública portuguesa pretende manter a realização mensal de BT e indica que o montante indicativo dos leilões "continuará a ser anunciado ao mercado através de um intervalo", sendo que já divulgou o calendário previsto para o primeiro trimestre deste ano.

Assim, o IGCP prevê emitir entre 3.000 e 3.750 milhões de euros em BT entre janeiro e março, através de seis leilões de dívida entre os seis e os 12 meses.

A instituição de Cristina Casalinho refere que "a gestão do risco de refinanciamento implicará que as operações de financiamento a realizar evitarão a criação de excessivas concentrações temporais de amortizações, assim como a possibilidade de realização de operações de recompra de dívida, oportunamente anunciadas ao mercado".

Além disso, o IGCP salvaguarda que vai manter "flexibilidade para introduzir na execução deste programa os ajustamentos que se venham a revelar necessários face à evolução dos mercados e das necessidades de financiamento ao longo do ano".

Lusa

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