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Teleperformance nega ter cortado nos prémios dos trabalhadores

A Teleperformance Portugal negou hoje ter cortado nos prémios de assiduidade e de qualidade dos funcionários, tal como afirma o Sindicato dos Trabalhadores de Call-Centers (STCC), e garantiu que "atua no estrito respeito da legislação em vigor".

Michael Perez


Num comunicado de resposta a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, a Teleperformance sublinha que "nenhum colaborador viu a sua remuneração reduzida em dezembro relativamente à remuneração auferida anteriormente" e acrescenta que a mesma situação ocorrerá em janeiro e nos meses subsequentes.

O Sindicato dos Trabalhadores de Call-Centers acusou hoje, num nota enviada à Lusa, a empresa Teleperformance Portugal de cortar nos prémios de assiduidade e de qualidade dos trabalhadores, de modo "a evitar a subida do valor do salário mínimo nacional".

No comunicado à Lusa, a empresa esclareceu que a "informação não tem qualquer fundamento e que a Teleperformance nunca equacionou a implementação de qualquer medida que tivesse como objetivo diminuir a compensação financeira dos seus colaboradores".

No esclarecimento, a empresa diz que a "política de remuneração da Teleperformance é de pagar o máximo que consegue a toda a sua equipa de colaboradores e não o que é obrigada por lei".

A empresa lembrou que a generalidade dos profissionais da empresa aufere um vencimento superior ao salário mínimo nacional.

"O salário mínimo nacional foi instituído em Portugal para assegurar que todos os profissionais auferem, pelo menos, esse valor. Assim, um eventual aumento não tem como consequência direta uma subida salarial dos profissionais, que já auferem um ordenado superior a esse valor", é referido.

A empresa recordou também que, em Portugal, "está estabelecido que não se pode reduzir (exceto em condições particulares) a compensação financeira de um profissional", salientando que atua no estrito respeito pela legislação em vigor.

A Teleperformance refere que vai "continuar a procurar todas as formas de melhorar as condições financeiras da sua equipa, sem colocar em risco a viabilidade e a sustentabilidade do projeto empresarial".

No comunicado, a empresa destacou ainda que "mantém uma postura de abertura e de diálogo em prol da sustentabilidade do setor" e reafirmou "o seu empenho na salvaguarda do interesse de todos os profissionais".

Em declarações à agência Lusa, Danilo Moreira, do Sindicato dos Trabalhadores de Call-Centers (STCC), explicou que os trabalhadores da Teleperformance Portugal que recebem como remuneração base o salário mínimo nacional viram ser-lhes cortado no vencimento de dezembro 25 a 30 euros nos subsídios de assiduidade e de qualidade.

"Trata-se de uma estratégia para combater o aumento do salário mínimo nacional, ou seja, na prática vai tudo ficar na mesma", explicou.

De acordo com Danilo Moreira, esta situação é um atropelo à lei.

De acordo com o STCC, os subsídios em questão são componentes fixas do vencimento dos trabalhadores, pelo que não podem ser cortados unilateralmente pela entidade patronal.

Lusa

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