sicnot

Perfil

Economia

Petróleo da OPEP atinge valor mais baixo desde maio de 2003

O petróleo de referência da OPEP cotou-se na terça-feira a 25,76 dólares, menos 5% do que na véspera e o valor mais baixo desde meados de maio de 2003, informou hoje em Viena a organização.

© Carlos Garcia Rawlins / Reuters (Arquivo)

Com esta nova depreciação, a cotação do petróleo da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acumula uma perda de 19% em relação princípio deste ano (12 dias).

Os preços do grupo petrolífero referem-se ao barril de referência da OPEP, que se baseia numa mistura de 12 qualidades de petróleo dos Estados-membros da OPEP e é um valor nominal, ou seja, não inclui a inflação.

A sugestão na terça-feira do ministro do Petróleo da Nigéria, Emmanuel Ibe Kachikwu, de que o grupo realizará em breve uma reunião extraordinária para decidir medidas que travem a queda do preço foi descartada rapidamente pelo homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al-Mazrouei.

Esta recusa mostra a divisão no seio da OPEP e a dificuldade desta de alcançar um acordo sobre uma política conjunta que reduza o excesso de oferta de petróleo no mercado que há mais de um ano tem empurrado para baixo os preços.

O conflito diplomático entre a Arábia Saudita e o Irão, ambos sócios fundadores da OPEP mas tradicionalmente em confrontos como poderes regionais, torna ainda mais difícil aquele entendimento.

As últimas previsões da OPEP apontam para que o preço do barril de petróleo comece a recuperar este ano, depois da brutal queda de 2015 para os níveis mais baixos da última década, e suba até aos 80 dólares em 2020 e os 160 dólares em 2040.

Este cálculo da OPEP consta no relatório Previsões Mundiais do Petróleo 2015 e foi feito com base numa estimativa de que a economia mundial cresça entre 3,5% e 3,7% no período entre 2016 e 2020 e entre 3,6% e 3,3% nas duas décadas seguintes.

A queda dos preços do petróleo agudizou-se desde o princípio de dezembro de 2015, depois dos ministros da OPEP não terem conseguido chegar a um acordo em relação a um 'plafond' conjunto de produção, apesar do excesso de oferta no mercado.

Este excesso de oferta de petróleo ocorreu numa altura em que os países emergentes, especialmente a China, reduziram as estimativas de crescimento económico e de consumo de energia.

Neste contexto, analistas de alguns bancos de investimento, como o Goldman Sachs, não afastam a hipótese de que a atual tendência possa afundar a cotação do petróleo até aos 20 dólares.

Lusa

  • Nomeados para os Óscares são anunciados hoje

    Óscares 2017

    As nomeações para a 89ª. edição dos Óscares, os prémios da Academia norte-americana de cinema, são conhecidos esta terça-feira e pela primeira vez o anúncio será feito apenas via Internet. Para ver também aqui em direto, na SIC Notícias, a partir das 13:00.

    Aqui às 13:00

  • "O Sporting é o um barco à deriva"
    2:26
    O Dia Seguinte

    O Dia Seguinte

    2ªFEIRA 21:50

    A crise do Sporting foi o principal tema em O Dia Seguinte, esta segunda-feira. José Guilherme Aguiar censura Bruno de Carvalho por ter convidado Jorge Jesus para a comissão de honra da recandidatura. Já Rogério Alves não tem dúvidas que a contestação tem aumentado de tom devido à proximidade das eleições do Sporting. Rui Gomes da Silva pensa que toda a direção leonina é responsável pelo mau momento atual do clube.

  • Deputado do PS abandona partido e pode colocar em causa maioria parlamentar
    2:28

    País

    Domingos Pereira foi eleito pelo círculo de Braga. Agora, vai demitir-se do Partido Socialista e entregar o cartão de militante. Contudo, mantém-se no Parlamento, passando assim a deputado independente na Assembleia da República. Pode estar em causa a maioria parlamentar quando o PCP se abstiver.

    Notícia SIC

  • Pedro Dias recusou mostrar caligrafia
    2:29

    País

    Pedro Dias forneceu esta segunda-feira ADN aos peritos do laboratório da polícia científica. O suspeito dos crimes de Aguiar da Beira também foi intimado a entregar amostras da própria caligrafia, mas recusou fazê-lo.

  • "Todo o mundo no voo estava a orar em voz alta"
    4:00
  • "O México não acredita em muros"
    0:45

    Mundo

    Em resposta a Donald Trump, o Presidente mexicano diz que o país não acredita em muros, mas em pontes. Enrique Peña Nieto diz ainda que o México vai procurar dialogar com os Estados Unidos sem confrontos, mas também sem submissão.