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ANTRAL discorda de propostas da Câmara de Lisboa para a Segunda Circular

A Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) manifestou hoje a sua posição desfavorável quanto a várias propostas pela Câmara de Lisboa para a Segunda Circular, por considerar que vão "agravar os pontos negativos" daquela via.

Lusa

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Em comunicado, a ANTRAL, que representa os taxistas, revela que não reconhece os benefícios de medidas previstas aos níveis de "segurança, flexibilidade da circulação e impacto ambiental", referindo-se em particular ao alargamento do separador central, à redução da largura das vias e à plantação de milhares de árvores na zona envolvente.

"Antes pelo contrário, virão reduzir a sua capacidade, a flexibilidade existente e contribuir para demorar, ainda mais, a circulação, agravando os pontos negativos", apontam.

A ANTRAL descreve a Segunda Circular como uma via "congestionada quase na totalidade do dia", com "elevados índices de poluição", que está "constantemente em mau estado de conservação", "sem sinalização adequada" e "onde não é possível respeitar os transportes públicos".

A associação sublinha que "mais grave ainda" é o facto de o projeto -- em consulta pública até 29 de janeiro - obrigar o trânsito a ir para outras vias, como a Avenida Infante D. Henrique, e a "desembocar no estrangulamento inultrapassável da baixa de Lisboa".

"Aliás, o projeto não evidencia em que medida o transporte público, versus particular, sairá a beneficiar com implantações de efeito visual evidente", acrescentam.

No entanto, merecem a aprovação da ANTRAL a repavimentação da via e as medidas para "melhor drenagem e melhor sinalização".

A proposta da Câmara de Lisboa, de maioria socialista, visa diminuir o tráfego de atravessamento na Segunda Circular através da reformulação de alguns acessos e dos nós de acesso ao IC19 (itinerário complementar) e à A1 (autoestrada), encaminhando o trânsito para a CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa).

Prevê-se também a redução da largura das vias, a montagem de barreiras acústicas, a reabilitação da drenagem e do piso, a renovação da iluminação pública e da sinalética e a diminuição da velocidade, de 80 para 60 quilómetros/hora.

Lusa

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