sicnot

Perfil

Economia

Portugal emite 4.000 M€ em dívida a 10 anos na primeira operação sindicada do ano

Portugal emitiu hoje Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos no montante de 4.000 milhões de euros, tendo conseguido uma taxa de juro de 2,973%, numa emissão dívida sindicada, a primeira deste ano.

(Arquivo)

(Arquivo)

A Agência de Gestão do Crédito e da Dívida Pública (IGCP) anunciou hoje em comunicado que a operação foi realizada pelo Barclays, pela CaixaBI, pelo Goldman Sachs International, pelo HSBC, pelo Morgan Stanley e pelo Société Générale e que os títulos vencem a 21 de julho de 2026.

Esta foi a primeira emissão sindicada de dívida pública deste ano feita pelo IGCP, que mandatou um sindicato composto por seis instituições financeiras, depois de ter anunciado a 07 de janeiro a emissão bruta de 18 a 20 mil milhões de euros de dívida de médio a longo prazo ao longo de 2016, tanto através de leilões como de sindicatos.

Na última emissão de dívida a 10 anos, realizada através de leilão a 25 de novembro, o IGCP colocou 995 milhões de euros no mercado a uma taxa de 2,42%, superior à da emissão anterior.

O analista de mercados Filipe Silva, do Banco Carregosa, considera que "a taxa de hoje, sendo mais alta, não representa um salto muito significativo", uma vez que "está em linha com a curva da dívida portuguesa".

"Não me parece que a esta subida corresponda um aumento do risco da dívida, porque nada mudou nesse aspeto. Além disso, esta emissão só vence em julho de 2026, ou seja, é de 10 anos e sete meses, o que também pode ter contribuído para a subida da taxa", justificou o analista.

No comunicado, o IGCP adianta que aproveitou "a forte reabertura do mercado primário europeu" no arranque de 2016 e o "período de estabilidade" do mercado de dívida soberana para lançar uma nova linha de OT a 10 anos.

A agência que gere a dívida pública portuguesa dá conta de uma "forte procura" pelos títulos de dívida portuguesa e diz que, menos de duas horas depois de lançados os preços iniciais indicativos, as manifestações de interesse da parte dos investidores ultrapassaram os 7.000 milhões de euros.

O livro de ordens de compra foi fechado quando estas ultrapassaram os 12 mil milhões de euros, envolvendo mais de 300 contas. O volume final da emissão foi fixado nos 4.000 milhões de euros, com uma taxa de cupão de 2,975 euros e uma 'yield' de 2,973.

A entidade liderada por Cristina Casalinho indica ainda que a distribuição geográfica dos investidores "foi diversificada", tendo contado com uma "grande participação" dos investidores do Reino Unido (24,3%), seguindo-se os de França, Itália e Espanha (22,9%), da Alemanha, Áustria e Suíça (14,9%).

Os investidores da América do Norte representaram 13,8% do total de investidores e os portugueses apenas 11% do total, surgindo depois os da Escandinávia (7,7%).

Já numa análise por tipo de investidor, a maior parte da procura veio de fundos de investimento (47%), do setor bancário (31,7%) e das seguradoras e fundos de pensões (13,9%).

Lusa

  • Quando se pode circular pela esquerda? A GNR explica (e fiscaliza)
    5:46

    Edição da Manhã

    A regra aplica-se a autoestradas e outras vias com esse perfil mas dentro das localidades há exceções. A Guarda Nacional Republicana está a promover em todo o território nacional várias ações de sensibilização e fiscalização no sentido de prevenir e reprimir a circulação de veículos pela via do meio ou da esquerda quando não exista tráfego nas vias da direita. O major Paulo Gomes, da GNR, esteve na Edição da Manhã. 

  • Jovens impedidas de embarcar de leggings

    Mundo

    A moda das calças-elásticas-super-justas volta a fazer estragos. Desta vez nos EUA onde duas adolescentes foram impedidas de embarcar num voo da United Airlines devido à indumentária, que não cumpria com as regras dos tripulantes ou acompanhantes da companhia aérea norte-americana.

    Manuela Vicêncio

  • O pedido de desculpas de Dijsselbloem
    2:12

    Mundo

    O Governo português continua a mostrar a indignação que diz sentir perante as declarações do presidente do Eurogrupo. O ministro dos Negócios Estrangeiros português garante que com Dijsselbloem "não há conversa possível". Jeroen Dijsselbloem começou por recusar pedir desculpa mas depois cedeu perante a onda de indignação.

  • A primeira vez do Sr. Árbitro
    12:41