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Organização Internacional do Trabalho estima mais 2,3 milhões de desempregados em 2016

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimou hoje que o abrandamento económico global em 2015 tenha um impacto desfasado nos mercados de trabalho em 2016, com o número de desempregados a subir 2,3 milhões em todo o mundo.

Em relação ao trimestre anterior, de junho a agosto de 2015, 323 mil pessoas perderam os seus postos de trabalho, ou seja, um aumento de 3,7%.

Em relação ao trimestre anterior, de junho a agosto de 2015, 323 mil pessoas perderam os seus postos de trabalho, ou seja, um aumento de 3,7%.

© Paulo Whitaker / Reuters

"Com base nas mais recentes projeções de crescimento, o desemprego global deverá subir quase 2,3 milhões em 2016 e mais 1,1 milhão em 2017", refere a OIT no relatório "Perspetivas do Emprego e das questões Sociais no Mundo", hoje publicado.

Segundo a organização, isto reflete, em grande parte, as perspetivas do agravamento dos mercados de trabalho nas economias emergentes da Ásia, América Latina e produtores de matérias-primas ('commodities'), nomeadamente na região Árabe e África.

Nas economias avançadas, o número de desempregados deverá diminuir ligeiramente, sendo compensando apenas marginalmente com o aumento nas economias emergentes, com o desemprego a permanecer perto de "picos históricos" em muitos países europeus.

Nos EUA e noutras economias avançadas, onde o desemprego irá cair para taxas pré-crise, as perspetivas são de manutenção ou aumento do subemprego (emprego cujo desempenho implica qualificações inferiores àquelas que o empregado possui).

Dependendo da economia, esta questão acarreta modalidades de trabalho temporário ou a tempo parcial involuntário e taxas de atividade mais baixas, especialmente entre as mulheres e os jovens, refere a OIT.

Em 2015, segundo a organização, o desemprego atingiu 197,1 milhões de pessoas, quase um milhão a mais do que no ano anterior e 27 milhões acima dos níveis anteriores à crise.

No documento, a OIT avisa que se as respostas políticas atuais se mantiverem, as perspetivas são "de contínuo enfraquecimento económico, colocando assim desafios significativos às empresas e aos trabalhadores".

Com efeito, refere, nos próximos dois anos, prevê-se que a economia mundial cresça apenas cerca de 3%, significativamente menos do que acontecia antes do surgimento da crise global.

"Este aumento do número de pessoas à procura de emprego em 2015 vem principalmente de países emergentes e em desenvolvimento. As perspetivas de emprego em alguns destes países deverão agravar-se nos próximos meses, nomeadamente na América Latina, bem como nalguns países da Ásia (especialmente a China) e num número de países exportadores de petróleo na região árabe", sinaliza a OIT.

Apesar das melhorias recentes, as taxas de desemprego permanecem elevadas também no sul da Europa e o desemprego tende a aumentar nas economias avançadas mais expostas ao abrandamento registado nas economias emergentes da Ásia, tornando cada vez mais vulneráveis os empregos existentes.

"A baixa qualidade dos empregos continua a ser um assunto premente em todo o mundo. A incidência de emprego vulnerável -- a parte do trabalho por conta própria e trabalho familiar não remunerado, categorias de trabalho normalmente sujeitas a níveis elevados de precariedade -- está com uma descida menor do que a que se verificava antes do início da crise global", acrescenta.

Para a organização, é particularmente importante reforçar os aspetos institucionais do mercado de trabalho e sistemas de proteção social bem concebidos a fim de evitar novos aumentos no desemprego de longa duração, subemprego e de trabalhadores pobres.

"Também é necessário um reequilíbrio nos esforços reformistas. Em particular, a reforma do sistema financeiro precisa de assegurar que os bancos cumpram o seu papel de canalizar recursos para a economia real e para o investimento na expansão de empresas sustentáveis e criação de emprego", acrescenta.

Em suma, segundo a OIT, "fazer do trabalho digno um pilar central da estratégia política aliviaria não apenas a crise do emprego, mas também contribuiria para colocar a economia mundial num caminho melhor e mais sustentável de crescimento económico".

Lusa

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