sicnot

Perfil

Economia

Petróleo da OPEP nos 23,58 dólares atinge valor mais baixo desde abril de 2003

O petróleo de referência da OPEP cotou-se na segunda-feira a 23,58 dólares, menos 4,6% do que na véspera e o valor mais baixo desde abril de 2003, informou hoje em Viena a organização.

Com esta sexta depreciação diária consecutiva, a cotação da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acumula uma perda de 25% desde o início do ano.

Com o mercado já sobre abastecido há meses, a prevista chegada de mais petróleo iraniano, uma vez levantadas as sanções que limitavam a sua exportação, está ainda a empurrar mais os preços para baixo.

A cotação do petróleo da OPEP já está perto da margem mínima denominada "banda de preços", que o grupo utilizou como referência até 2003, e que fixava o preço entre 22 e 28 dólares.

A OPEP manteve este sistema aplicando o simples mecanismo de aumentar as extrações se a cotação superasse o limite máximo e diminuir se esta se situasse abaixo do limite mínimo.

A "banda de preços" perdeu sentido com a subida do preço do petróleo, que começou em 2003 e teve um ponto máximo em julho de 2008, quando o preço do barril da OPEP subiu até ao máximo histórico de 140,73 dólares.

Os preços do grupo petrolífero referem-se ao barril de referência da OPEP, que se baseia numa mistura de 12 qualidades de petróleo dos Estados-membros da OPEP e é um valor nominal, ou seja, não inclui a inflação.

O baixo nível dos preços deve-se ao excesso de oferta, com o qual a Arábia Saudita, "peso pesado" da OPEP, pretende "expulsar" produtores alternativos de petróleo mais caro, sobretudo nos Estados Unidos.

A este fator junta-se a perspetiva de um aumento a curto prazo das exportações petrolíferas do Irão depois do levantamento das sanções internacionais contra aquele país, no âmbito do acordo nuclear acordado em julho último.

A queda dos preços do petróleo agudizou-se no princípio de dezembro de 2015, depois de os ministros da OPEP não terem conseguido chegar a um acordo em relação a um 'plafond' conjunto de produção, apesar do excesso de oferta no mercado.

Este excesso de oferta de petróleo ocorreu numa altura em que os países emergentes, especialmente a China, reduziram as estimativas de crescimento económico e de consumo de energia.

Neste contexto, analistas de alguns bancos de investimento, como o Goldman Sachs, não afastam a hipótese de que a atual tendência possa afundar a cotação do petróleo até aos 20 dólares.

As últimas previsões da OPEP apontam para que o preço do barril de petróleo comece a recuperar este ano, depois da brutal queda de 2015 para os níveis mais baixos da última década, e suba até aos 80 dólares em 2020, e para os 160 dólares em 2040.

Este cálculo da OPEP consta do relatório Previsões Mundiais do Petróleo 2015 e foi feito com base numa estimativa de que a economia mundial cresça entre 3,5% e 3,7% no período entre 2016 e 2020, e entre 3,6% e 3,3% nas duas décadas seguintes

  • "Almaraz: Uma bomba-relógio aqui ao lado"
    1:56
  • 105 detidos pela PSP e GNR nas últimas 24 horas

    País

    Só a GNR deteve 64 pessoas em flagrante delito, entre a noite de sexta-feira e o início da manhã deste sábado, a maioria das quais (47) por condução sob o efeito do álcool. A PSP de Lisboa efetuou 41 detenções em 24 horas, dez por tráfico de droga.

  • Videoamador mostra grupo a atar tocha a um touro
    1:33
  • PJ investiga forma como o FC Porto obteve os e-mails
    1:58

    Desporto

    Enquanto o campeonato português de futebol está de férias do relvado, nos bastidores continua uma guerra aberta por causa dos e-mails. O FC Porto entregou à Polícia Judiciária toda a documentação disponível do chamado caso dos e-mails, que envolve o Benfica num alegado esquema de corrupção. O pedido foi feito pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ. A forma como o FC Porto obteve os e-mails também está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

  • Manifestantes bloquearam Caracas

    Mundo

    Milhares de pessoas bloquearam esta sexta-feira as ruas de Caracas e de outras cidades, em protesto contra a repressão e o assassinato de manifestantes pelas forças de segurança.